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16 de setembro de 2013

Claro que te amo! de Tammy Luciano

Piera tem certeza: está cometendo a maior loucura da sua vida ao assistir, escondida, ao casamento de seu ex-noivo. Depois de seis anos de relacionamento, entrar de penetra na comemoração foi tudo que André deixou para ela. E olhar a cena não a faz feliz, mas encerra uma fase de sua vida. Hora de recomeçar.
Mas como recomeçar se seu coração está cheio de dor? Envolver-se com a história de Piera é como descobrir que sempre há um lado muito bom a ser revelado… Mesmo que tudo pareça tão difícil.

 

Bom... essa vai ser uma resenha meio conflitante, pois esse livro me trouxe muitos questionamentos e também muitos sentimentos contraditórios e acho que isso vai se refletir na minha escrita.

Como contraditórios? Você pode me perguntar. E eu respondo: Piera, a personagem principal, é uma das mocinhas mais chatas e com mania de sofredoras e baixo astral que já li! E olha que eu leio muiiiiiiiiiiito!!!!!!! Ao mesmo tempo, ela é a narradora (1ª pessoa) e consegue nos passar um brilho e um bom humor e mensagens positivas incríveis que recebe daqueles que estão a seu redor! Como isso? Para mim, deve ser o talento da escritora, que conseguiu conciliar esses dois polos durante a escrita!

Piera é uma garota de 19 anos, estudante de Arquitetura, com um pai fantástico, amigas incríveis e para toda hora, uma vida confortável e mora no Rio. Só que nem tudo é sol e mar e coisas boas. A vida lhe deu algumas rasteiras: sua mãe a abandonou e a seu pai quando ela tinha 1 mês e, desde então, ela sempre foi a "menina sem mãe"; seu namoro de 6 anos (sim, ela começou a namorar o André quando tinha 12 anos) acabou de forma abrupta a deixando sem chão e, agora, um ano depois do término, seu ex está se casando e a deixando arrasada... Para completar a trinca (dizem que tudo de ruim acontece em 3) sua mãe resolve reaparecer e procurá-la!

A mãe, Cecília, está internada em uma clínica de repouso depois de sofrer uma crise nervosa. Ela está depressiva e precisando de tratamento e desejando muito conhecer a filha a quem abandonou para tentar uma aproximação. É quando surge o Dr, Marcelo,  estudante de medicina e que pretende se especializar em Psiquiatria e está atualmente administrando a clínica da família. Ele tem os olhos verdes-azuis-verdes mais incríveis do mundo! Nem precisa dizer que é amor a primeira vista entre Piera e Marcelo, né?

Parece que tudo enfim está caminhando para melhor na vida de nossa mocinha! Ela está se aproximando da mãe – ainda de forma dolorosa e carregada de medos e desacertos – e, no campo amoroso, um homem lindo, charmoso e super apaixonado está caidinho por ela! Só que o que a sonsa faz? Sabota tudo com medos infantis! E é quando eu comecei a minha birra com a personagem e foi difícil continuar a leitura...

Piera é uma personagem que se afunda no poço e começa a cavar cada vez mais e mais para baixo, mesmo com todo o apoio e amor do pai e as "chamadas para a vida" das amigas! Ela sabe o que sente e quer, mas trava e sofre porque parece gostar de sofrer e se martirizar! E é aqui que entra o que chamei de contradição, pois a mesma Piera que nos narrava as conversas e sensações e ouvia os conselhos e mensagens positivas, era a mesma que vivia se enterrando nos "seis anos que perdi com André...!", "todo me abandonam, melhor ficar sozinha" e outros pensamentos bem para baixo e só fazendo m****...  Só insisti na leitura porque sabia que uma hora essa menina tinha de acordar para a vida e perceber que todos sofrem e dão a volta por cima! Mas foi duro aguentar tamanha choradeira e ver a pessoa se auto-sabotando com gosto e vigor...

Ainda assim, o livro teve momentos poéticos e momentos que eu cheguei até a gostar da moça Piera... Agora, o Marcelo... ah esse foi paixão fulminante! Que homem é esse que sabe ouvir, sabe falar e sabe o momento de deixar passar e ficar calado? Impossível não se apaixonar por ele! E as amigas? Falavam a verdade doesse ou não e chamavam a Piera para a vida! Amizades assim bem raras e muito leais! E tudo isso salvam o livro e a leitura.

3 de julho de 2013

Simplesmente Ana de Marina Carvalho

Imagine que você descobre que seu pai é um rei. Isso mesmo, um rei de verdade em um país no sudeste da Europa. E o rei quer levá-la com ele para assumir seu verdadeiro lugar de herdeira e futura rainha…

Foi o que aconteceu com Ana. Pega de surpresa pela informação de sua origem real, Ana agora vai ter que decidir entre ficar no Brasil ou mudar-se para Krósvia e viver em um país distante tendo como companhia somente o pai, os criados e o insuportável Alex.

Mudar-se para Krósvia pode ser tentador — deve ser ótimo viver em um lugar como aquele e, quem sabe, vir a tornar-se rainha —, mas ela sabe que não pode contar com o pai o tempo todo, afinal ele é um rei bastante ocupado. E sabe também que Alex, o rapaz que é praticamente seu tutor em Krósvia, não fará nenhuma gentileza para que ela se sinta melhor naquele país estrangeiro.

A não ser… A não ser que Alex não seja esta pessoa tão irascível e que príncipes encantados existam.

Simplesmente Ana é assim: um livro divertido, capaz de nos fazer sonhar, mas que — ao mesmo tempo — nos lembra das provas que temos que passar para chegar à vida adulta.

 

Esse livro foi uma deliciosa surpresa! Sabe aquela história que te conquista desde a primeira página e faz com que seja impossível largá-la? Pois então, esse é o caso de Simplesmente Ana!

Ana é uma jovem estudante de Direito de Belo Horizonte. Ela nunca conheceu seu pai e sempre soube que foi fruto de um relacionamento que a mãe teve quando fez intercâmbio na Inglaterra. Então ela fica super surpresa ao receber uma mensagem no Facebook dizendo: "Acho que sou seu pai.!" E é assim que ela descobre que é na realidade filha do Rei da Krósvia e que seu pai deseja muito recuperar o tempo perdido e conhecê-la melhor.

Andrej não fazia a menor ideia de que tinha uma filha e a surpresa só não é menor do que a felicidade de saber que, finalmente, tem uma herdeira. O que ele precisa agora é levar Ana conhecer seu país e mostrar a ela seu povo e seus costumes e integrá-la com esse outro lado da vida dela – um lado que ela já tinha perdido as esperanças de conhecer: sua herança paterna!

E é em Krósvia que ela acaba conhecendo Alexander – Alex – enteado de seu pai e um jovem que se oferece para ser seu guia nas descobertas do país. E essa proximidade vai fazendo com que a atração inicial que Ana sentiu por Alex vá se transformando em algo bem mais profundo. Mas e Alex? Quais são os sentimentos dele e será que vai ser possível os dois terem algo mais do que amizade e  dividir o amor de pai de Andrej? É para ver e descobrir isso que a leitura vai fluindo e não se consegue largar o livro!

Marina  Carvalho construiu um romance bem redondinho e com personagens apaixonantes. Ana tem uma energia e um alto astral super legal e, como ela é a narradora, vamos ficando muitos próximos a ela. E é bem interessante observá-la se dividindo entre o amor que começa a sentir pelo seu novo país e a saudades que fica de sua família e amigos no Brasil. E gostei bastante da forma como Marina foi conduzindo a história trazendo bastante reviravoltas e surpresas na trama. Recomendo!

23 de março de 2011

A Besta dos Mil Anos de Ilmar Penna Marinho Jr.

“- Vou aguardar. Pode deixar que vou descobrir tudo que anda escondendo de mim – disse o padre, como se, por trás do sorriso irônico do curador, desconfiasse de algo demoníaco que o misterioso vazio na parede quisesse ocultar.

O padre Antoine Duvert, de repente, silenciou e ficou com o semblante grave, aflito, de quem estava prestes a orar. Reconhecia como legítima e saudável a ambição do curador do castelo em recuperar pelo menos um dos setes quadros perdidos da sequência da Revelação Divina; em especial, a recuperação a qualquer preço da cena desconhecida do Diabo enjaulado por mil anos. Na verdade, temia que esse quadro desaparecido significasse que o dragão de sete cabeças estivesse solto no mundo. Onde estivesse, estaria semeando a discórdia, incentivando a aids, a pedofilia, o aborto, a clonagem humana, instigando a violência, a ganância e a corrupção. Tudo indicava que os homens teriam perdido a batalha do bem contra o mal. Essa foi a visão aterrorizante que sua mente teve, pairando sob as imensas torres circulares do Castelo de Angers.”

O leitor encontrará um clima eletrizante de suspense e ação na recuperação da famosa cena, desaparecida desde o século XIII. A trama diabólica, primorosamente estruturada, cheia de reviravoltas e muitas surpresas, envolve religiosidade, mistérios, vingança, ódio e amor, e traz de volta a figura bíblica da Besta dos mil Anos.

Os personagens convivem com a maldição templária, o dinheiro fácil, a violência nas ruas, a escalada do sexo, a proliferação das drogas e a ganância corruptora. Conclamando seus adoradores a praticarem todas as maldades no mundo porque o fim dos tempos está chegando…

Gostei muito dessa história. Um suspense muito bem escrito e que prende a atenção do começo a fim.

Aqui, os personagens são pessoas “reais”. Não existe aquela idealização tão comum aos romances de mistério. Eles não são  somente bons ou maus, mocinhos ou vilões. Todos os personagens trazem em si o bem e o mal – exatamente como todos nós – e têm o poder de escolher seus caminhos e fazer sua história.  E foi esse aspecto de seres por quem você   torce, depois sente repulsa, depois raiva, depois pena,  o que mais me atraiu no decorrer do livro.

Fiquei intrigada, também,  com a Tapeçaria do Apocalipse. Uma obra de arte medieval que retrata todo o Apocalipse de São João e que foi muito maltratada e mutilada e que, agora, o governo francês busca restaurar a antiga glória. Só que, no decorrer dos séculos, algumas cenas se perderam. Entre eles a figura do dragão de sete cabeças, que simboliza a Besta, e que foi aprisionada por mil anos. Além de ser uma perda grave para a linha de tempo da tapeçaria, há também todo o simbolismo cristão de o diabo estar solto no mundo e trazendo o mal para a humanidade. Assim, recuperar essa cena é tanto restaurar uma obra de arte quanto aprisionar o demônio que vaga pelo mundo trazendo a violência e o terror.

Acontece que essa cena vem aparecer no Brasil, mais precisamente na favela da Rocinha. E sua presença realmente traz o mal, pois os franceses de uma ONG que estavam tratando da devolução da relíquia são torturados e mortos pelos traficantes que estão atrás do dinheiro e da peça. E é aqui que entram os personagens de Leonardo, Lisa, Aurélien (amei esse nome e personagem!) e Júlia e a luta pela posse da cena. Cada um deles têm seus motivos e agendas e lutam como podem para cumprir sua missão e seu destino.

Adorei as reviravoltas na história! Não vou falar sobre cada personagem, pois é muito melhor cada leitor ir descobrindo aos poucos a personalidade e o papel que cada um vai desempenhar no decorrer da trama. E podem contar com muitas surpresas, pois Ilmar vai narrando como se estivesse tecendo e só vamos ver toda a “cena” ao chegar ao final! E é um final cheio de surpresas! Nem preciso dizer que gostei muito desse modo peculiar de narrar.

Se vocês quiserem ver a tapeçaria, os Castelos na França e algumas outras curiosidades que aparecem no livro (adoro poder ver e sentir o cenário!) podem se dirigir ao site do livro. Garanto que vai ser uma viagem bem legal! http://www.abestados1000anos.com.br/

11 de novembro de 2010

Rendição de Josiane Veiga

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Dentro da moralista sociedade japonesa, duas almas gêmeas lutam desesperadamente para viver seu amor.


Ken Takeshi foi descoberto na infância por um caça talentos. Artista nato, ao lado de quatro amigos tornou-se um dos maiores ídolos do Oriente. Porém, o rapaz que era o sonho de todas as mulheres amava outro homem...
Rendição fala da luta de dois jovens para viver um amor proibido. E Josiane Veiga, a autora, comenta: “É uma história de amor. Uma pura história de amor, capaz de enfrentar todos os desafios, sem deixar-se abater.”

Conheci a Josy – quer dizer, sua obra – no Orkut quando ela postou a história A Insígnia de Claymor (que logo vai ser publicada também). Adorei o estilo dela e quando vi que ela ia publicar seu primeiro livro, não hesitei em comprar.

Rendição é como a autora disse: uma história de amor! As inseguranças, os receios, a paixão, a entrega, as brigas, as reconciliações, os ciúmes – temos tudo isso nesse volume. E com uma trama tão bem tecida, tão bem escrita que é difícil largar o livro até chegar ao final.

Ken Takeshi, Kazuo Ninomura, Aiko Morita, Shuichi Sakamoto e Kin Matsuda se conhecem ainda criança no escritório de um caça talentos. Eles são logo contratados e explodem no estrelado com a banda Jishu (Rendição em japonês). Apesar de músicos, eles descobrem outros talentos, como interpretação e artes plásticas e se entregam a eles nas horas vagas. Além disso, eles têm um programa de variedades na TV. É sempre muito trabalho, muitos compromissos e muito carinho para com as fãs. São homens famosos, desejados, ricos e talentosos.

Mas eles também têm sentimentos que escondem uns dos outros. Sentimentos tão complexos que os assustam e intrigam. Ken é apaixonado por Kazuo. Mas como saber se é correspondido? Como se abrir e arriscar perder a amizade que tanto valoriza? Como esconder, se é aparente para todos seus sentimentos? Sorte que eles podem fazer “fanservice” (não conhecia esse termo, mas é quando os artistas se insinuam um para o outro, criando aquele clima sexual e andrógino) e isso serve para “aliviar” um pouco, mas não ajuda a enfrentar a situação. E, além disso, tem o medo de enfrentar a sociedade e da reação das fãs.

Até que um dia eles resolvem se abrir e descobrem que o sentimento é mútuo! E daí nasce uma história de amor cheia de altos e baixos, de muitos momentos de ternura interrompidos por muito sofrimento. Surge uma vilã que dá vontade de torcer o pescoço, aliás mais de um vilão surge querendo separar nossos amigos e um festival de intrigas e confusões consegue abalar a amizade dos cinco… E o interessante é ver o controle que Josiane tem de toda a obra! Ela consegue nos conduzir pela história e nos mostrar que não existe só preto e branco. Seus personagens trazem problemas e dificuldades reais, enfrentam os obstáculos com garra, mas também se sentem inseguros, com medo…

Além de Ken e Kazuo, Aiko e Shuichi também se envolvem romanticamente… e quase roubam a cena! Aiko é um personagem maravilhoso, daqueles que todo mundo adoraria ter como melhor amigo: compreensivo, alegre, presente. Fazia um contraponto com Kazuo, que é bastante birrento e com um humor que variava muito. Muitas vezes me peguei com raiva de Kazuo, pois ele era muito indeciso, muito egoísta e fazia Ken sofrer. Claro que, depois, a gente até entende o porquê de ele ser assim, e ele muda muito no decorrer da história, mas tinha horas que me pegava pensando o que Ken tinha visto nele. Mas também era impossível não torcer para que tudo desse certo entre eles!

Josy nos trouxe uma história muito bonita e sensual e romântica. Vale a pena conhecer esses cinco amigos e se envolver em suas vidas. Aqui você tem o link para adquirir o livro. E se você quiser tentar sua sorte, o blog Mulheres Românticas está sorteando um exemplar. É só clicar e participar.