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8 de abril de 2013

Highlander Most Wanted de Maya Banks

Genevieve McInnes está presa atrás das paredes fortificadas do Castelo McHugh, cativa do cruel lorde que sente grande prazer em arruiná-la para qualquer outro homem. Ainda assim, quando Bowen Montgomery entra intempestivamente pelos portões da propriedade numa missão de guerra de clãs, Genevieve percebe que seu espírito está abatido, mas não partido. Porém, seu caminho para a liberdade ainda está incerto. Incapaz de suportar a vergonha de voltar para sua família, que acredita que ela está morta, ou abandonar os outros do castelo a um novo lorde, Genevieve opta pela vida pacífica em uma abadia. Mas a sensualidade austera de Bowen mexe com algo profundo dentro dela que anseia por acordar com o carinho paciente e gentil dele – algo morno, pecaminoso, tentador.

Bowen se apodera do castelo do inimigo despreparado para a mulher pensativa e reclusa que captura seu coração. Ele fica encantado com sua feroz determinação, beleza incomum e quieta e incansável força. Mas cortejá-la vai requerer mais do que sua habilidade de sedutor experiente. Porque amar Genevieve, ele descobre, significa dar de volta a liberdade que lhe foi roubada – mesmo que isso signifique perdê-la para sempre.

The Montgomerys and the Armstrongs  # 2

 

O vilão do livro anterior continua a ter sua maldade e crueldade mostrada a todos (mesmo com o final que teve...)  e é simplesmente odioso ver o que ele fez com Genevieve! Ian McHugh é simplesmente um dois piores vilões que já tive o desprazer de conhecer.

A história começa logo após o final do anterior, quando os Montgomerys e Armstrongs estão unidos (!!!!!) contra um inimigo comum – o clã McHugh – e chegam aos portões da fortaleza para trazer o lorde à justiça! Para surpresa dos guerreiros, eles encontram um povo abandonado por seu líder e guerreiros e apavorado com o destino que o aguarda nas mãos dos inimigos... E, para surpresa ainda maior, são recebidos por um menino e uma mulher misteriosa que pedem paz e clemência para todos!

Essa mulher misteriosa é Genevieve McInnes. Uma mulher que foi abusada e usada da pior forma possível pelo filho mimado do lorde e humilhada e desprezada pelo clã McHugh, apesar de ser vítima indefesa de Ian. É impossível não sofrer junto com Genevieve ao ver como ela foi torturada por Ian e desprezada por todos (menos Taliesan McHugh, uma jovem adorável). Acho que não me lembro de uma heroína sofrer tanto e passar por tantas provações... Aos poucos vamos descobrindo mais sobre seu passado e vendo como Ian tentou destruí-la de todas as formas, mas também vamos vendo que ela ainda tem forças dentro de si e que a esperança e o amor é algo que podem mesmo ajudar uma pessoa a se levantar!

Bowen está no comando das forças que chegam para trazer justiça contra os McHughs em nome de seu irmão, Graeme, e o que encontra é um povo totalmente perdido e amedrontado e sabe que terá de fazer um levantamento completo e ver o que precisará fazer para trazer a paz para esse povo – e alimentos e dinheiro, pois tudo foi levado pelo covarde lorde em sua fuga... Ao mesmo tempo ele se vê envolvido por Genevieve e vai descobrindo muito sobre o passado dela e as crueldades que ela sofreu – e ainda sofre – nas mãos desse clã sem misericórdia.

Gostei de ver como Maya foi construindo o relacionamento dos dois, pois aqui temos a Bela e a Fera, só que o belo é Bowen, enquanto Genevieve traz cicatrizes físicas e psicológicas muito profundas e que a fazem se afastar de todos  e a temer o encontro com sua família e os sentimentos despertados pelo belo guerreiro. Bowen precisa de muita paciência e carinho para ir mostrando a Genevieve que nem sempre uma relacionamento homem / mulher é feito de dor e humilhações e  falta de liberdade de escolha...

A história é belíssima e muito comovente e emocionante! Me peguei em lágrimas diversas vezes e é impossível não se apaixonar pela história de amor de Bowen e Genevieve! Fora que já foi dando para perceber que Brodie Armstrong está começando a se interessar por Taliesan, que pelo jeito também será uma heroína marcante (ela é manca) e adorável... Maya vem caprichando nessa série e já estou ansiosa pelo próximo!

3 de outubro de 2012

Never Seduce a Scot de Maya Banks

Esse novo romance pecaminosamente sexy de Maya Banks traz uma fantástica mulher cujo raro dom ensina um rude guerreiro escocês como ouvir com o coração.

Eveline Armstrong é ferozmente amada e protegida por seu poderoso clã, mas os de fora a consideram "incapaz". Bela, excêntrica, com um olhar intenso e firme, ela não fala. Ninguém, nem mesmo sua família, sabe que ela não ouve. Satisfeita com sua vida reclusa, Eveline aprendeu sozinha a ler lábios e permite que o mundo a considere tola. Mas quando um casamento arranjado com um clã rival faz de Graeme Montgomery seu marido, Eveline aceita seus deveres, despreparada para as delícias por vir. Graeme é um guerreiro ríspido com uma voz tão profunda e poderosa que sua noiva consegue ouví-la, e mãos e beijos tão ternos e habilidosos que provoca paixões profundas.

Graeme está intrigado pela misteriosa Eveline, cujos lábios silenciosos são maduros em tentação e cujos olhos brilhantes e inteligentes podem enxergar sua alma. Conforme a intimidade vai crescendo ele descobre o segredo dela. Mas quando rivalidades entre clãs e ações tenebrosas ameaçam a esposa que ele apenas está começando a apreciar, o guerreiro escocês moverá céu e terra para salvar a mulher que acordou seu coração para a canção bela e rara e mágica do amor.

The Montgomerys  and Armstrongs # 1

 

Maya nos leva de volta às Highlands! E uma volta simplesmente sensacional, com personagens tão reais e humanos que nos sentimos parte da história.

Imagine dois clãs inimigos cujos membros matam um ao outro somente por terem o sobrenome que têm. Agora imagine que esses dois clãs são dos mais poderosos e perigosos das Highlands. Como resolver essa guerra que começou há tanto tempo que ninguém se lembra mais como ou porque isso aconteceu? O rei teve uma ideia fantástica: casar o chefe de um clã com a única filha do chefe do clã rival! Fácil? Nem tanto...

Graeme Montgomery e Tavis Armstrong são forçados a assinar um tratado de paz que não querem. E Graeme é obrigado a se casar com Eveline, filha única e "com problemas" de Tavis. Para Graeme é o final dos sonhos de constituir família, pois como consumar o casamento com uma mulher que não "entende" seus deveres? É quase como uma imposição de celibato, pois ele não pretende trair sua esposa e não pretende ter sexo com ela também. O que ele não contava era com a beleza de Eveline e também descobrir que ela não nasceu desse jeito, mas que sofreu um acidente que a deixou meio "aérea".

Eveline estava prometida em casamento a um herdeiro de um outro clã, mas ela não queria se casar com o rapaz por ele ser muito cruel e falso. Ela implorou ao pai para cancelar o noivado, mas, como o rapaz era falso e fingido e se passava por bonzinho, Tavis achou que a filha estava com medos de donzela. Assim, Eveline resolveu fugir. Só que nessa fuga ela caiu do cavalo bem em uma ravina e, por causa disso, ela perdeu a audição. No começo ela ficou muito abalada, mas ela foi se ensinando a ler lábios e começou a perceber que todos acharam que ela ficou louca, ou um tantinho desmiolada depois do acidente. E isso fez o "noivo" romper o noivado, o que a deixou imensamente feliz! A família a protegia e a deixava em paz e ela ficou com receio de revelar que somente tinha ficado surda, mas estava em posse completa de suas faculdades mentais, por medo de reatarem seu noivado. Então, pelo menos para ela, o decreto real foi a salvação e a chance de recomeçar e a se revelar para o mundo. Porém...

Imagine uma Armstrong num lugar onde só moram Montgomerys... Já deu para perceber que, mesmo tendo o apoio do marido, Eveline não teve uma acolhida boa e nem mesmo uma chance de recomeçar do modo como desejava. Ela já tinha sido julgada e condenada por todo o clã e teve de lutar  - e muito – para conquistar seu lugar. E cada conquista trazia mais problemas. Não foi fácil ver o que ela passou nas mãos desse clã...

Uma sacada legal de Maya foi fazer Eveline ouvir os sons graves, pois quando Graeme falava ela sentia uma vibração nos ouvidos. Não que ouvisse as palavras, mas não era mais só o silêncio junto com ela. E Graeme foi percebendo que sua esposa não era tão "desmiolada" quanto pintavam, mas demorou a descobrir o segredo que ela guardava. E, a partir daí, o romance cresceu ainda mais e se tornou ainda mais maravilhoso!

O livro traz muitas reviravoltas e complicações que o casal e suas famílias tem de enfrentar. O amor de Graeme e Eveline é lindo e puro e as cenas entre eles são muito ternas e hots! Destaque para os irmãos dele (que o apoiam em tudo, mas sempre são muito honestos e provocadores) e Rorie, a irmã caçula de Graeme e uma verdadeira traquinas! Eveline também tem dois irmãos que merecem destaque e que provavelmente terão seus livros (assim espero!).  E logo estarei voltando às Highlands para novas aventuras com Maya e seus heróis.

4 de dezembro de 2011

Never Love a Highlander de Maya Banks

No conto de laços fortes e amor verdadeiro, a trilogia de Maya Banks chega à surpreendente conclusão, quando o mais jovem dos irmão McCabe usa sua espada e sedução para salvar seu clã e selar seu coração.

O jovem e descuidado coração de Caelen McCabe quase destruiu seu clã. Agora, colocando a lealdade familiar acima de tudo, ele decide se casar com a noiva recusada pelos seus irmãos e salvar a aliança inquieta entre os dois clãs. Embora a bela Rionna McDonald seja uma esposa adequada a qualquer homem, Caelen não confia em mulher alguma, principalmente nessa tentação que o atormenta com um desejo reprimido.

Como um cordeiro de sacrifício no jogo de poder de seu pai, Rionna cumprirá seu dever, mas jura proteger seu coração e seu orgulho da humilhação. Apesar de tudo, porém, o calor no toque de Caelen derrete suas defesas e ela anseia pelas delícias sensuais de seu marido que guarda suas emoções tão bem quanto a seu clã. Mas quando a batalha final para o legado dos McCabe se aproxima deles, o espírito guerreiro de Rionna emerge. Ela arriscará a fúria de seu pai, a fúria de seus inimigos e sua vida para provar a Caelen que o amor de sua esposo é algo precioso demais para se perder!

McCabe Trilogy # 3

 

Uma história maravilhosa para encerrar uma trilogia linda! Maya realmente presenteou seus leitores com a história dos Irmãos McCabe.

Caelen é o caçula da família e o mais traumatizado com os eventos de oito anos atrás. Afinal, foi a mulher por quem estava apaixonado quem traiu seu amor e seu clã, permitindo a entrada dos inimigos e o consequente massacre que se seguiu. Desta forma, Caelen se fechou totalmente para o amor e passou a viver apenas para a vingança e retratação que queria fazer perante seus irmãos e seu clã. Essa retratação surge na forma de seu casamento com Rionna McDonald.

O que dizer de Rionna? O pai dela queria a aliança com os vizinhos McCabe e ela virou apenas um peão nesse jogo. Primeiramente, seu pai queria o casamento com Ewan, mas ele já estava casado com Mairin. Então acertou-se o casamento de Rionna e Alaric – e vimos bem como isso terminou... Dessa forma, só sobrou um McCabe para se casar e, além do sentimento de ser passada para trás várias vezes, Rionna ainda tem de vencer o medo que sente da carranca de Caelen.

Rionna é uma mulher guerreira. E, quando digo guerreira, quero dizer literalmente. Ela se veste de homem e empunha a espada como ninguém! E acho que isso é um dos elementos que atrai Caelen – apesar de ele lutar contra essa atração com unhas e dentes, principalmente quando ela ainda era noiva de Alaric!  Quando casados, Caelen tenta fazer com que Rionna se ocupe da casa e em ser uma dama, mas essa é uma tarefa quase perdida... Então, ele resolve ele mesmo treiná-la!

Achei esse livro bem mais HOT que os anteriores, porque afinal, ele já começa com o casamento dos dois e daí já vai para a consumação, né? E Caelen e Rionna realmente têm muito em comum e sabem como lidar com esse fato como ninguém!

Claro que há também a conclusão da batalha que vem se formando desde o primeiro livro, mas não imaginava todas as surpresas que Maya preparou e posso dizer que adorei cada minuto da leitura desse livro. Caelen e Rionna me surpreenderam – e muito – com o comportamento apresentado no decorrer da história e com o comprometimento de um com o outro. Uma história deliciosa e bela.

Aproveito para comentar que a segunda parte dessa trilogia está entre os Top 10 melhores de 2011 da Amazon! Desses, eu li apenas 2: o da Maya e o da Nalini e posso dizer que eles merecem estar nessa lista.

31 de outubro de 2011

Seduction of a Highland Lass de Maya Banks

Um guerreiro é pego entre um casamento por dever e um amor proibido no livro dois da sensual trilogia de Maya figurando três irmãos indomáveis.

Ferozmente leal a seu irmão mais velho, Alaric McCabe lidera seu clã na luta pelos seus direitos de nascença. Agora ele está preparado para casar por dever também. Mas em seu caminho para pedir a mão de  Rionna McDonald, filha de um chefe vizinho, ele sofre uma emboscada e é dado por morto. Milagrosamente, sua vida é salva pelo toque suave de um anjo da Highland, uma bela corajosa que colocará à prova sua lealdade para com seu clã, sua honra e seus mais profundos desejos .

Banida de seu próprio clã, Keeley McDonald foi traída por aqueles a quem amava e confiava. Quando o guerreiro ferido cai de seu cavalo, ela fica atraída por seu corpo magro e forte. O lampejo pecaminoso nos olhos verdes dele acende uma paixão que os seguirá até a casa de Alaric, onde o amor proibido entre eles os levará ao mais profundos prazeres carnais. Mas conforme a conspiração e perigos se aproximam, Alaric deverá fazer uma escolha impossível. Ele trairá os laços de sangue pela mulher que ama?

McCabe # 2

Esse segundo livro da Trilogia dos Irmãos McCabe conseguiu superar o primeiro! O amor entre Alaric e Keeley é de uma beleza e suavidade e de um sofrimento como há tempos não via.

Em ordem de unir os clãs vizinhos contra um Laird traidor e perigoso e sedento de poder, Alaric aceita se casar com Rionna, herdeira do clã McDonald, e se tornar chefe quando o pai dela se afastar. É sua chance de ser líder de seu próprio clã e poder ajudar sua família a buscar vingança contra o assassinato de seus pais. Mas, no livro anterior, já vimos Alaric triste por saber que não teria o que Ewan e Mairin tinham: um casamento onde o amor predominava.

Quando está indo formalizar o noivado, Alaric e seu grupo são  atacados violentamente. Ele consegue fugir, mas está muito ferido. Seu cavalo o leva até a cabana onde vive Keeley,  onde ele recebe cuidados e oscila entre a consciência e a inconsciência.

Keeley foi expulsa de seu clã, que por sinal eram os McDonalds. Quando a gente descobre a história por trás dessa expulsão é impossível não sofrer junto com ela diante da injustiça... Mas a sorte é que Keeley é uma lutadora e pode contar com seus dons de curandeira e conhecedora de ervas e unguentos para se manter muito bem sozinha – apesar, é claro, de que preferia poder contar com sua família e amigos.

Quando Ewan e Caelen encontram Alaric e veem que ele foi salvo pela jovem curandeira, eles resolvem levar não apenas o irmão, mas Keeley também, para a casa deles. À princípio, Keeley se revolta por não terem nem ao menos perguntado se ela queria viajar junto com o grupo. Com o tempo, porém, ela fica alegre em ver como é bem recebida entre os McCabes e como sua presença é importante para o clã, uma vez que estão sem curandeira para cuidar de seus membros.

Mas a atração que Keeley sentiu desde o momento em que Alaric caiu do cavalo a seus pés fica cada vez mais forte com a convivência. E o pior é que ela descobre que ele está de casamento praticamente marcado com Rionna, aquela que ela considerava sua melhor amiga até ser expulsa do clã! Essa atração é correspondida por Alaric e é de machucar o coração ver como os dois vão se apaixonando mesmo sabendo que esse amor é sem futuro e só vai servir para magoá-los!

Esse é o tipo de livro que você lê com lágrimas nos olhos, pois a situação de Alaric e Keeley é bem triste e bela e poética! Há uma grande atração que eles lutam para conter, mas que não conseguem. Há a entrega – linda! – e há a aceitação de que o que têm é breve e fugaz, mesmo que fique com eles por toda a vida em forma de lembranças. E, quando menos esperam, o destino chega para separá-los...

A leitura desse livro me fazia ficar pensando nas várias possibilidade para que Maya resolvesse a situação entre Alaric e Keeley, mas a cada página ia achando mais difícil haver uma brecha para tudo dar certo! Alaric é um homem muito honrado e está disposto a sacrificar sua amor pela palavra empenhada e para ajudar seus irmãos e seu clã a enfrentar o inimigo mortal. Keeley entende e sabe que suas chances de ficar como Alaric são nulas...

E é aí que Maya provoca uma reviravolta que eu nem vi chegar!  E que surpreende e nos deixa sem fôlego e nos faz ver como ela é uma excelente escritora!

Essa é uma história de amor para quem ama ler histórias de amor. Para quem adora um romance que faz suspirar a cada página e quem torce e não perde a fé de que pode haver um final feliz...  Agora é aguardar a conclusão da trilogia e, pelos trechos que li, tem tudo para ser um final perfeito!

16 de outubro de 2011

In Bed with a Highlander de Maya Banks

Trilogia McCabe # 1

A encantadora nova trilogia de Maya traz três irmãos arriscando tudo para salvar seu clã e seu legado – e entregando seus corações ao amor.

Ewan McCabe, o mais velho, é um guerreiro determinado a eliminar seu inimigo. Agora, com a hora da batalha se aproximando, seus homens estão prontos e Ewan está certo de que tomará de volta o que é seu – até que uma tentação de olhos azuis e cabelos negros é jogada sobre ele. Mairin pode ser a salvação do clã de Ewan, mas para um homem que sonha apenas com vingança, assuntos do coração são um território estranho a ser conquistado.

Embora seja filha ilegítima do rei, Mairin possui uma propriedade muito desejada o que a transforma em um peão – e desconfiada do amor. Seu pior medo se torna realidade quando ela é resgatada de um perigo apenas para se ver forçada a se casar com seu carismático e exigente salvador, Ewan McCabe. Mas a atração que sente por seu poderoso marido, a faz desejar o surpreendentemente terno toque dele; seu corpo se torna vivo sob a sua sensual maestria. E, enquanto a guerra se aproxima, a força, espírito e paixão de Mairin desafiam Ewan a conquistar seus demônios – e a abraçar um amor que significa mais do que vingança e terras.

Bom, eu sou fã de Maya Banks, como já deu para se perceber aqui no blog. E adoro história com Highlanders. A união dos dois tornou praticamente uma obrigação a leitura dessa trilogia.

Maya normalmente escreve livros contemporâneos – e hots! Adorei ver a incursão que ela fez no universo histórico. No princípio, chegou a me lembrar um pouco da Hannah Howell  e seus highlanders. Mas logo dá para se perceber a marca de Maya na história – e que história mais deliciosa!

Mairin vive escondida em um convento. Ela é uma herdeira com um dote muito, mas muito grande, o que atrai todo tipo de candidato indesejado. Com a ajuda da madre superiora, ela vem se preparando para escolher um marido adequado e desejado. Mas isso é tirado dela quando o convento é invadido e Mairin é sequestrada. Ela é levada até um laird  (como são conhecidos os chefes de clãs) muito cruel, mas consegue escapar – não sem antes sofrer muito! Durante a fuga, ela é resgatada por um outro clã – os McCabe - e levada à presença do Laird, Ewan.

Ewan vem lutando há oito anos, juntamente com seus irmãos,  para reconstruir seu lar e seu clã, totalmente destruídos depois de um ataque inimigo (que não é outro senão o cruel laird que sequestrou Mairin).  Os McCabes vem  vivendo com muita dificuldades e lutando por cada refeição e cada momento de paz. A chegada de Mairin é uma fonte de esperança, pois com seu dote, o clã vai conseguir voltar à antiga glória e os tempos ruins ficarão para trás. Mas para isso, Ewan terá de forçar Mairin a querer se casar com ele…

Mairin é uma mocinha encantadora! Decidida, inteligente e um tantinho ingênua – afinal o livro é histórico! – ela vai conquistando não somente Ewan e seu clã, mas também aos leitores que riem e choram e se divertem muito com ela! Ewan, mesmo forçando a mão de Mairin, se mostra um homem muito honrado e, depois, apaixonado!

Maya caprichou na trama! Há muitos diálogos deliciosos, suspense na medida certa, conspirações, traições… É o tipo de livro que não se consegue largar até chegar ao final. E quando se chega, não vê a hora de ter os outros nas mãos…

Segue o Book Trailer da Trilogia

3 de maio de 2011

Christmas Moon de Elizabeth Lane

Grávida, solteira e com pouca sorte, a professora de história Emma Carlyle está passando o pior natal de sua vida. Precisando fazer mais pesquisas para sua tese de mestrado sobre o lendário homem da lei do Wyoming J.D. McNulty, ela dirige, na véspera de Natal,  para a cidade de South Pass City onde J.D. está enterrado. Ao voltar para casa, ela se perde numa nevasca. Depois que seu carro some, ela se vê em 1871, quase congelada e em trabalho de parto, e na porta de uma cabana isolada nas montanhas. Quando o próprio J.D. abre a porta com uma pistola em uma mão e uma garrafa e whiskey na outra… bem vamos dizer que as fagulhas começaram a voar.

Essas duas almas perdidas foram claramente feitas uma para a outra. Mas há um problema. Emma vem estudando tudo sobre J.D. e sabe que ele tem apenas algumas semanas de vida.

 

Fazia tempo que esse livro ficava me “tentando”… Desde a época do Natal quando o vi no Amazon.com. Esse resumo traz elementos que gosto muito em histórias: Natal e viagem no tempo e, finalmente, desisti de resistir e acabei me rendendo e comprando. E valeu a pena!

Emma está desesperada! Ela tem de entregar seu projeto até 03 de Janeiro e já é 24 de dezembro e sua tese ainda está crua. Ela descobre que há uma moradora de South Pass City que conhece muito sobre a vida de J.D. McNulty, o objeto de sua tese, e, mesmo sendo véspera de natal e o tempo estar prometendo uma tempestada, ela arrisca a viagem. Lá chegando, ela abre seu coração para Tilly – desde sua gravidez não planejada até as dificuldades com sua pesquisa. A tarde passa rápido e com a tempestade se aproximando, ela resolve partir. Só que, no caminho, ela entra direto na nevasca e acaba se perdendo. Ao descer do carro, não o encontra mais. Procurando ajuda, ela enfrenta a neve e o frio até localizar uma cabana isolada. Ao bater na porta, vê um homem idêntico a J.D. abrir a porta e, claro, acha que está alucinando! Só não dá para ficar muito tempo conjecturando, pois entra em trabalho de parto.

J.D. está isolado procurando solidão e paz. Não esperava visitas, muito menos de uma mulher grávida e que fala de modo esquisito e diz coisas absolutamente loucas! Mas não dá para colocá-la para fora na presente situação: tempestade de neve e parto. O jeito é ajudá-la e depois ver o que acontece…

E aí vemos a história se desenvolvendo maravilhosamente! Emma, através da pesquisa, estava meio apaixonada por J.D.. Quando o conhece de verdade, fica um pouco decepcionada, pois quando idealizamos alguém, raramente esse alguém corresponde à imagem que temos dele… Mas descobrir como a pessoa é realmente é a melhor experiência!

Os personagens secundários – inclusive um gato caolho – são de um vigor e de uma beleza fantástica. O modo como Elizabeth consegue retratar a solidão dos mineiros em pleno inverno e o quanto anseiam por novidades e companhia é muito belo. Mame e as garotas do salon também tem um colorido todo especial na trama.

Mas o principal é: podemos mudar a história? Se um fato está fartamente documentado qual o risco de se evitar tal fato? Emma se debate com esse questionamente no decorrer do livro e, como professora de história, ela não sabe se salva ou não a vida do homem que aprendeu a amar… E acho que é esse o fascinio de se ler um livro de viagem no tempo. A maioria das vezes acabo com um nó no cérebro, mas satisfeita por ter lido uma história adorável! E a criatividade de Elizabeth nesse livro não deixou de me encantar.

26 de abril de 2011

A Creed Country Christmas de Linda Lael Miller

Celebre as Festas com os antepassados dos Creed – homens de Montana que construiram o lar da família e estabeleceram uma legacia de amor…

Nas difíceis vastidões de Montana de 1911, o rancheiro viúvo Lincoln Creed enfrenta muito mais do que ladrões de gado, lobos e as tempestades de neve do inverno. Sua jovem filha tem necessidades além dos feijões e bacon que ele mal sabe cozinhar. Lincoln precisa encontrar uma governanta para Gracie, uma dama que possa educá-la e cozinhar – e que não fique de olho nele.

Deserdada por ter se recusado a casar, Juliana Mitchell, de 25 anos, compartilha o amor em seu coração com seus jovens estudantes da  escola indígena com parcos recursos. Quando ela conhece Lincoln e Gracie sua resposta ao belo fazendeiro a faz perceber que ela não é tão contrária ao casamento afinal de contas.

Ela anseia por ajudar, mas as duas crianças órfãs a seus cuidados precisam dela. Mas é uma estação para milagres e a Providência pode dar um jeito de unir Juliana e as crianças e a família Creed na véspera de Natal…

Bem que eu disse que logo voltaria a visitar Stillwater Springs… Acabei não resistindo a esse livro, pois além de cowboys Creed, também traz Natal – e eu amo histórias natalinas!

Aqui dá bem para se entender o encanto que os irmãos Creeds têm, pois seus antepassados são igualmente fascinantes e apaixonantes. Lincoln é um viúvo que não tem desejo de abrir seu coração ao amor novamente, mas se vê preso ao encanto de uma professora  dedicada e com muitos problemas.

Juliana é a professora da escola indígena, mas se vê desalojada e sem dinheiro e com a guarda de quatro crianças que não tem condições de manter. A escola é fechada e ela não tem como simplesmente abandonar os alunos Joseph, Thereza, Billie-Moses e a pequena Daisy à própria sorte. Ela tenta pedir dinheiro a seu irmão para conseguir passagens de trem e alojamento para elas e as crianças, mas a negativa dele é o ponto final de todas suas esperanças…  Mas aí surge Lincoln Creed e seu coração enorme e acolhe Juliana e as crianças em seu rancho para passarem o Natal – e até verem o que vai acontecer.

A história é deliciosa e Gracie, filha de Lincoln é uma criança adorável, mas já mostra bem a personalidade Creed no sentido de dizer o que pensa e lutar pelo que quer. As crianças índias são muito amorosas e sofrem com o preconceito na cidade, mas no rancho elas se sentem seguras e amadas e que pertencem a uma família.

É interessante observar as mesmas paisagens da série original – o cemitério, o pomar, a casa sede, e ver como as coisas eram em 1911. O tempo passa, mas o amor a terra e o trabalho duro continua o mesmo.

Para quem gostou da trilogia, essa história é um complemento ideal para matar um pouco a saudades e descobrir que o charme Creed vem de berço mesmo.

28 de fevereiro de 2011

Kismet de Monica Burns

Criada em um bordel, Allegra Synnford aprendeu muito cedo que a sobreviver significava cuidar de seu destino. Agora, uma renomada cortesã, habilidosa nos prazeres da carne, ela escolhe seus amantes cuidadosamente – jurando nunca ser vulnerável a qualquer homem. Até que um perturbador Sheikh tira essa controle dela…

Sheikh Shaheen de Amazigh vem se escondendo de seu passado por um longo tempo, mas não tempo suficiente para esquecer como uma outra cortesã o fez abandonar sua vida como Visconde Newcastle. Esse é o motivo por que os desejos que essa perigosa tentadora faz surgir nele é tão perturbador. Pior, pensamentos sobre Allegra invadem cada fantasia sua, ameaçando prejudicar seu disfarce. Com velhos inimigos fechando o cerco, a experiência lhe diz para resistir aos charmes dela a qualquer custo. Na verdade, ele está contando com isso; contudo, essa é uma aposta arriscada quando se trata de uma mulher de prazeres. Especialmente uma vez que Allegra tem suas próprias razões por fazer joguinhos… com um homem que não pode se dar ao luxo de perder.

Allegra não teve uma infância fácil. Vendida pela própria mãe a um bordel, ela soube desde cedo que precisava ser forte para sobreviver. E é o que vem fazendo desde então… Gostei muito do modo como Monica foi nos fazendo ver Allegra. Ela nos mostrava o passado dela de forma a que nós, leitores, fôssemos inferindo e descobrindo o que realmente aconteceu. O passado é muito importante para entendermos as ações dela no presente, mas o fundamental é vermos como ela vai reagir ao que está acontecendo agora, na sua situação no Marrocos…

Allegra viaja ao Marrocos para o casamento de sua melhor amiga com um oficial britânico. Lá ela conhece Shaheen e a atração entre eles é quase imediata! Mais tarde, Shaheen descobre quem realmente é Allegra – uma das cortesãs mais requisitadas da Inglaterra - e fica com muita raiva de si mesmo por se sentir atraído por ela. Descobrimos então que uma outra cortesã é a responsável pela guinada que ele deu em sua vida e por ele ser quem é hoje – um Sheikh guerreiro do deserto! Mesmo Shaheen percebendo que Allegra é completamente diferente da mulher que o arruinou e o fez desistir de sua vida na Inglaterra, ele não quer baixar sua guarda e se ferir novamente. Ele teme o tempo todo estar enganado e se ver traído por sua libido e por outra cortesã.

Tanto Shaheen quanto Allegra são extremamente teimosos e se envolvem num sensual jogo para fazer o outro se render primeiro. Allegra é tão procurada e independente financeiramente que pode se dar o luxo de escolher quem quer em sua cama. Shaheen quer que ela o escolha. Claro que ela faz muiiiito charme e o faz rastejar um pouco. E, claro que ele consegue ir seduzindo-a de tal forma que os dois se veem enredados numa teia de desejos e paixão e não sabem como fazer para conseguirem o que querem sem parecer estar se rendendo…

Mas além desse delicioso jogo que estão envolvidos há também toda uma trama política e uma guerra tribal que vai colocá-los em perigo e fazê-los perceber que o amor é algo muito precioso para se perder tempo com joguinhos de poder…

O livro se passa nos desertos do Marrocos e traz aquele ambiente misterioso e perigoso e místico que tanto nos atrai. Kismet significa Destino e há uma profecia que faz com que os destinos de Allegra e Shaheen estejam entrelaçado. Pena que a teimosia dos dois em aceitar esses designios quase ponha tudo a perder… Um livro delicioso e com uma história bem diferente.

14 de outubro de 2010

Minha Doce Annie de Cheryl St. John (Maratona de Banca)

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Annie não era como as outras jovens.

Colorado. América do Norte. 1878

Para a família, Annie era como uma boneca de porcelana. Luke Carpenter era a única pessoa que a via exatamente como ela era:  uma mulher adulta, cheia de sonhos, desejos e esperanças para o futuro… ao lado dele!

Para Luke, ela era a doce Annie, uma mulher com incríveis talentos e um coração tão aberto quanto o amplo céu do Oeste. Não houvera nem um momento sequer em que ele tivesse deixado de amá-la. Luke arriscaria tuco para torná-la sua esposa, mesmo contra tudo e contra todos!

maratona banca Outubro / 2010

Esse livro já entrou para a lista dos que devem ser guardados para sempre! Uma história absolutamente bela de superação, de entrega, de amor…

Quando Annie e Luke se conhecem ela estava fazendo 10 anos – era festa de aniversário dela -  e ele tinha 14 e estava chegando à cidade para morar com seu tio. Desde esse primeiro momento, Luke e Annie se entenderam de uma forma mágica. Ele a faz se esquecer da cadeira de rodas e a ensina cavalgar. Claro que depois leva uma surra do irmão dela e toda a família de Annie passa a odiá-lo…

Annie tem um defeito no quadril que a faz mancar. Sua mãe a trata como inválida e a obriga a andar de cadeira de rodas para não se cansar. Além disso, seus pais e irmão a tratam como uma criança com necessidade de contante proteção. Ela não tem liberdade para fazer nada!

Dez anos depois, Luke conseguiu construir um estábulo e agora cria cavalos e aluga carruagens e charretes. Um homem que se fez sozinho e a custas de muito trabalho! Annie continua protegida e cercada de cuidados pela família e só se sente livre e normal quando está na casa dos tios e com sua prima. Numa dessas estadias, ela consegue, finalmente, conversar com Luke – coisa que sua família sempre a impede de fazer. A amizade fácil ainda existe entre eles – e o amor que sentiram ao se conhecer quando crianças ainda está lá, presente e forte!

Achei maravilhoso o modo com Luke encoraja Annie a se libertar da cadeira de rodas, da super proteção de sua família e a assumir que é uma mulher com sonhos, desejos, capacidade e muito amor e carinho para dar a ele e a todos que a cercam! Ver Annie deixando de ser a “boneca de porcelana” e mostrando a seus pais e seu irmão que era uma mulher capaz de viver sua vida de forma plena – claro que com a ajuda de Luke – foi de deixar meus olhos marejados…

O livro vai num crescendo e com tudo se encaminhando de forma tão romântica, suave e bela que fiquei pensando que não havia um “drama” como em todos os romances, mas Cheryl preparou uma reviravolta que me surpreendeu e emocionou e fez me apaixonar ainda mais por Luke e Annie! Um livro que não deve faltar na biblioteca de quem ama uma ótima história e um belo romance com um casal inesquecível!

4 de agosto de 2010

Sinful de Charlotte Featherstone

sinful_605439 Na Inglaterra Vitoriana, vícios de todos os tipos podem ser comprados e Matthew, o Conde de Wallingford, certifica-se de beneficiar-se de cada prazer possível. Entediado e cansado, ele é tão famoso por sua frieza, quanto por seus relacionamentos imorais com belas mulheres.

Enquanto esses numerosos flertes preenche as necessidades físicas de Matthew, eles secretamente  deixam-no embotado e emocionalmente vazio. Até uma noite, quando se vê espancado, com os olhos enfaixados e aos cuidados de uma enfermeira com a voz de anjo – e um toque gentil que acalma a escuridão dentro dele e o faz ansiar por mais.

E Jane Rankin é uma humilde enfermeira, considerada tímida e sem atrativos pela maioria. Não há lugar para ela entre os lords e ladies da aristocracia – apesar do crescente desejo de Matthew pelo fogo que queima por debaixo da fachada séria. E então há o segredo de Matthew. Um segredo tão humilhante e escandaloso que poderá destruir todos a quem ele ama. Um pecado, ele teme, que nem mesmo o amor de uma boa mulher poderá apagar…

Um romance intenso, supreendente e belo! O resumo acima me atraiu e a história criada por Charlotte me encantou e me fez rir e chorar e sofrer e amar junto com Matthew e Jane.

Logo no começo do livro percebemos o quanto Matthew é sofrido! E não demoramos a perceber que ele sofreu abuso sexual na infância. Esse fato o fez ficar frio, distante, não suportar ser tocado e encarar o sexo como algo apenas  físico e animal e punitivo – tanto para ele quanto para suas parceiras.

Outro diferencial é que, ao invés dos salões de bailes e debutantes, vemos a sordidez dos bordéis, dos prostíbulos e da imoralidade da nobreza que se faz de pudica e cheia de moral em público e, no privado, se joga em todo vício e prazer e perversão que o dinheiro possa comprar.

Depois de mais uma noite de bebedeira e prazeres, Matthew se vê atacado por assaltantes e é ferido na cabeça. Como estava na parte mais perigosa e pobre da cidade, acaba indo parar no Hospital Universitário de Londres, onde é cuidado por Jane.

Jane é outra personagem sofrida. Ela é filha bastarda de um aristocrata. Sua mãe era amante do safado que, depois de se casar com a mulher escolhida pela familia, jogou Jane (então com sete anos) e sua mãe na rua, sem nada. A mãe dela então se tornou prostituta. E assim Jane cresceu na miséria e no abandono, até ser recolhida por uma Lady que a educou e a transformou em dama de companhia.

Lady Blackwood também não é uma mulher qualquer. Depois de cansar de apanhar do marido, ela pede o divórcio e vai morar sozinha. Pária na sociedade, ela incute em Jane o desejo de aprender a se manter sozinha, sem depender da ajuda de homem algum. Jane a ama como a uma mãe e faz tudo por ela, inclusive trabalhar de enfermeira no Hospital Universitário, como forma de pagar as dívidas médicas da velha senhora.

Jane e Matthew são tão diferentes quanto a noite do dia! Ele belo, frio, com língua ferina. Ela, sem atrativos físicos, amorosa e tímida. Mas os dois vem de um passado sofrido, torturado. O encontro de almas é lindo, mas para os dois se aceitarem e se entenderem vai um bom tempo. Há muita dor e desconfiança e orgulho e segredos entre eles e isso faz com que a descoberta e entrega ao que realmente sentem um pelo outro seja um processo muito difícil e sofrido.

Sem dar muitos spoilers não posso deixar de comentar que Jane – o patinho feio – não muda fisicamente. Ela continua a usar óculos, com suas sardas, suas roupas simples e sem enfeites. Mas Matthew vai aprendendo a considerá-la linda e a vê-la cada vez mais encantadora. E Jane vai conseguindo descobrir que “seu” Matthew vive escondido e amedrontado dentro do devasso Wallingford.

E nós, leitores, vamos vendo a maestria de Charlotte ao conseguir nos mostrar as menores nuances dos sentimentos dos personagens e nos surpreender com uma trama pouco comum e com muitas reviravoltas. O final foi mesmo uma surpresa – estava louca para ver como ela ia fazer para resolver as situações que criou e, apesar de não ser bem o que eu esperava, foi o mais certo para os personagens e trama e época. E não posso negar que foi muito bom!

E, para agradar seus leitores, ela ainda disponibilizou um epílogo de 25 páginas no site dela – um verdadeiro deleite.

1 de junho de 2010

If You Dare de Kresley Cole

Bem no alto dos Pirineus, um grupo de mercenários conduzidos por Courtland MacCarrick trava guerra ao lado do General Reynaldo Pascal. Quando Court se volta contra o maligno General, Pascal ordena que ele seja morto, mas Court escapa por pouco e consegue sua vingança sequestrando a bela noiva castelhana de Pascal.

Lady Annalia Tristán Llorente despreza seu muito alto e bárbaro captor quase tanto quanto despreza Pascal. Sua inexplicável atração pelo Highlander apenas aumenta sua fúria. Mas nada a impedirá de voltar a Pascal – pois se não se casar com ele assinará a sentença de morte de seu irmão, bem como a sua própria.

A partir do momento que Court descobre que a façada afetada disfarça uma garota corajosa e ardente, seu coração é seduzido, e ele ousa desafiar a maldição que vem dominando sua vida – andar com a morte ou andar sozinho. Mas Pascal jura que ele caçara os dois, nunca parando até destruir a ambos.

Faz tempo que estou com esse livro na minha “pilha” e agora, por causa de um desafio, consegui finalmente lê-lo. É uma história que tem tudo para me agradar: histórico (adoro!), com um guerreiro escocês (amo de paixão!) e um elemento sobrenatural – a maldição que paira sobre os irmãos MacCarrick. Mas…

Durante as primeiras 100 / 130 páginas foi muito difícil de ler. Annalia é um “porre”! Esnobe, mimada, intransigente, teimosa… não dava para sentir simpatia ou torcer por ela! Sinceramente, não sei porque Court insistiu em conhecê-la melhor, ou não fugiu correndo tão logo ficou bom dos ferimentos! Ah! A única coisa boa que Anna fez nessa primeira parte foi salvar Court da morte.

Ainda bem que na segunda parte a história começa a ficar melhor. Anna parece cair em si e perceber que MacCarrick está realmente tentando ajudá-la! E conforme ela vai se suavizando e se revelando uma mulher fogosa e apaixonada,   Court vai conhecendo esse outro lado dela e os dois acabam se envolvendo de modo muito quente e muito complicado…

A complicação aqui é por causa de um livro que traz uma profecia de que os irmãos MacCarrick devem andar com a morte, ou andar sozinho, ou seja, eles podem trazer a morte àquelas que desejarem para companheiras. Ethan, o irmão mais velho, enfrentou a maldição e chegou a se casar, apenas para perder a noiva na noite de núpcias (acho que isso ainda vai ser melhor mostrado no terceiro livro da trilogia).

Creio que, no geral, pode-se dizer que é uma leitura gostosa… se se relevar a primeira parte, ou pensar que todos podemos mudar – inclusive uma mulher chata como Anna!

2 de maio de 2010

Patience de Lisa Valdez

 

Conhecida por sua excepcional beleza, Patience Emmalina Dare tem sido perseguida por admiradores desde a adolescência. Mas como pretendente após pretendente fracassou em inspirar-lhe amor, ou desejo, ela está certa de que nunca encontrará um homem que a toque profundamente. Até que um beijo apaixonado em um homem enigmático acorda uma profunda necessidade dentro dela. Mas conseguirá ela conciliar  seu desejo por ele com seu desejo por uma vida somente sua? E o que ela fará quando ele lhe mostrar uma parte de si mesma que ela nunca soube existir?

Quando o segredo de seu nascimento ilegítimo derruba Matthew Morgan Hawkmore de seu lugar na sociedade, o bonito e sombrio meio irmão do Conde de Langley planeja sua ressurreição e sua vingança. Traído e abandonado pelas mulheres que ele acreditava que o amavam, ele jura nunca mais ser controlado pelo amor. Mas apesar de seu juramento, ele é incapaz de resistir a Patience, cuja força e autoconfiança disfarçam uma necessidade que ele está perfeitamente capacitado a preencher…

Esperei uns dois anos ou mais até sair esse livro e posso dizer que a espera valeu a pena! Lisa Valdez surpreende mais uma vez com uma história altamente hot e romântica!

Matt está enfrentando sérios problemas pessoais e profissionais e financeiros como consequência da revelação de seu nascimento ilegítimo. Seu ex-futuro sogro está determinado a destruí-lo, não apenas socialmente, mas também financeiramente. Mas, no meio do caos em que se transformou sua vida, surge Patience. E com ela, uma nova chance de felicidade.

Patience é uma beldade que atrai olhares e pretendentes onde quer que vá. Agora, com sua irmã mais velha, Passion, casada com um conde, ela se torna um ótimo partido. Mas Patience é uma mulher que não acredita no amor e vive para seu instrumento – violoncelo – e para sua música. Ela se considera uma mulher forte, determinada e feliz, mas Matthew a faz se redescobrir e lhe mostra sua verdadeira natureza. Claro que isso a assusta no começo, mas depois tudo vai se encaixando e ela vai se entendendo e se entregando cada vez mais a ele.

Matthew e Patience são complementares e sua relação é muito inusitada! Não sei se todos os leitores vão se sentir confortável com essa leitura. (Algumas vezes, eu me peguei me sentindo um pouco desconfortável.) É uma relação de Dominação/Submissão com tudo o se espera dela – inclusive as punições por desobediência.

Ao mesmo tempo, me identifiquei muito com Patience e alguns de seus questionamentos. Ela é uma pessoa muito bondosa e que se preocupa em defender seus amigos e família e é muito fiel e centrada. Matthew, apesar de todos os problemas que vem enfrentando e a vingança que vem planejando, também se revela um homem de caráter e princípios. E cada hora passada ao lado de Patience ele vai redescobrindo a luz que havia sumido de sua vida.

Adorei alguns personagens secundários e espero revê-los em outros livros, principalmente Tia Matty e Fitz Roy! Estou torcendo para que Fitz Roy seja o herói do próximo livro, apesar de Lisa não dar nenhuma dica de que esse seja o caso…

Não posso deixar de comentar que, mais uma vez, Lisa nos surpreende com as ações de seus personagens e consegue nos comover como sempre! Um livro que deve ser lido e relido!

3 de abril de 2010

A menina que não sabia ler de John Harding

a menina que não sabia ler

Na tradição de Henry James e Edgar Allan Poe, uma história incrível sobre uma menina e o poder de sua imaginação.

A  jovem Florence e seu irmão mais novo Giles crescem nos corredores de uma decadente mansão na Nova Inglaterra, deixados à mercê de criados e regras ditadas por um negligente tio, que jamais viram. Até que Florence passa a se interessar por um lugar abandonado: uma biblioteca fechada e empoeirada, que lhe é proibida. Um mundo de livros maravilhosos, que a determinada jovem insiste em habitar, mas que precisa ser mantido em segredo, não importa o preço.

Após a morte violenta da preceptora de Giles, srta. Taylor, sua substituta, chega à mansão e estranhos acontecimentos parecem despertar em Florence um medo sobrenatural: afinal, quem é, de fato, a nova preceptora?

A menina que não sabia ler é uma obra contemporânea, escrita por John Harding e sob influência dos maiores mestres do mistério de todos os tempos: Edgar Allan Poe e Henry James. Neste verdadeiro vira-páginas o leitor acompanha a história narrada pela própria Florence e, uma vez em sua mente, como separar o que é real do que é invenção?

Ler esse livro é como ir montando um grande quebra-cabeças – Florence vai nos dando as peças, mas não nos deixa ver direito que figura está se formando… até o final, que é maravilhoso e intenso!

Duas crianças órfãs criadas por empregados numa mansão decadente, Florence e Giles são muito ligados e Florence cuida do irmãozinho muito bem. Até que, em um dia de exploração, eles descobrem uma biblioteca. Os livros fascinam Florence, mas a Sra. Grouse, governanta da casa, diz que o tio deles – e guardião legal, apesar de ausente – não quer que ela seja alfabetizada. Mas Florence é uma criança determinada e decide que vai aprender a ler sozinha. E consegue! Os livros passam a ser seus melhores amigos, depois de Giles, é claro.  Seus autores preferidos são Shakespeare (com quem ela aprende a inventar palavras e cria algumas maravilhosas) e Poe (de quem pega o clima gótico na hora de narrar e vai conduzindo a história num crescendo, até o final absolutamente assombroso!)

Para quebrar a solidão dos dois, eles fazem amizade com Theo, um rapaz que vem passar as férias na propriedade vizinha e se torna um verdadeiro companheiro para Florence quando Giles vai para a escola. Theo sofre de asma e o ambiente do campo é melhor para sua saúde, por isso ele está sempre por perto.

Giles não se dá bem na escola, então seu tio contrata uma preceptora para ensiná-lo em casa. Srta Whitaker e Florence se estranham e a jovem professora acaba morrendo afogada em um acidente bem confuso. Chega então sua substituta, srta. Taylor. Desde o princípio, Florence fica desconfiada dela, achando que ela quer sequestrar Giles. É quando começam a acontecer coisas estranhas…

Como é Florence a narrar a história, não sabemos o que é imaginação dela e o que é realidade – e isso é o fantástico do livro! Florence nos dá algumas pistas e daí vamos construindo o quadro, mas tem coisas que nós, leitores temos de inferir, pois as respostas não são tão claras.

Adorei o livro pois Florence é uma personagem marcante. Super inteligente, ela é  dissimulada, mas  ao mesmo tempo muito amiga e protetora de Giles. Ela é um poço de contradições e a gente fica sem saber se a ama ou a odeia ou a teme…

17 de fevereiro de 2010

Moon Craving de Lucy Monroe



Se dependesse dele, Talorc – líder do clã Sinclair e alfa de sua alcatéia de lobisomens –, nunca se casaria. Mas quando o rei ordena que Talorc se case com uma inglesa, o lobo solitário fica chocado ao encontrar um desafio em sua companheira, a teimosa Abigail. E depois de uma passional noite de núpcias, as duas almas completamente independentes sentem uma ligação inquebrável…

Surda desde a infância, Abigail espera esconder sua aflição de Talorc o quanto for possível. E, de sua parte, Talorc não tem intenção de revelar a ela que é um lobisomem. Mas quando Abigail descobre que o marido que começou a amar a enganou, ele vai ter de usar toda sua força de guerreio – e sua habilidade de lobo – para reconquistá-la. Agora Talorc e Abigail terão de encarar seu maior desafio: a vulnerabilidade de estarem apaixonados…

Um livro impossível de se largar! Uma história envolvente, onde os protagonistas escondem segredos que podem magoá-los e onde o amor é constantemente posto a prova.

Talorc é o noivo preterido de Emily (Moon Awakening). Quando Emily chegou às suas terras, todos deixaram bem claros que não a queriam por lá – inclusive Talorc, que se recusava a se casar com uma inglesa e, ainda por cima, humana. Ele estava constantemente de mau humor e de cara amarrada e, claro, não inspirava simpatia (pelo menos até o final do livro, onde mostrava uma natureza bem diferente…). Para entender toda essa raiva contra os ingleses, somos constantementes lembrados da traição protagonizada por sua madrasta inglesa e que resultou na morte do pai, do irmão e de muitos do clã Sinclair.

Mas se Talorc pensou em ter se livrado do casamento imposto pelo rei quando Emily preferiu Lachlan de Balmoral, ele está redondamente enganado. Três anos depois vem nova ordem real. Dessa vez, ele tem de ir até a Inglaterra e lá se casar com Abigail Hamilton, irmã de Emily. Ele impõe alguns requerimentos, entre eles que o casamento se realize nas Lowlands, nas terras de um clã amigo.

Enquanto isso, na Inglaterra, Abigail segue sem saber dos planos que a própria mãe articulou para se livrar de sua presença. Surda desde os dez anos (depois que uma febre quase a matou), Abigail sente desde essa época a rejeição de sua mãe. Emily era a única pessoa com quem podia contar. Ela ensinou a Abigail a ler lábios e a incentivou a falar, ensinando-a a modular a voz para que ninguém percebesse sua deficiência. Ela está se preparando para viajar para a Escócia, certa de que está indo, finalmente, visitar a irmã. Até que descobre a verdade: ela está indo para se casar com Talorc Sinclair!

Gostei muito da forma como Lucy desenvolveu essa história. Vamos vendo Talorc e Abigail construindo um relacionamento bonito, amoroso e com muita amizade. Claro que os segredos que escondem um do outro – ela a surdez; ele que é lobo e, além disso, ele esconde dela o fato de serem companheiros sagrados, inclusive com o dom de poderem se falar mente a mente – vão ser os espinhos que terão de enfrentar para fazer tudo dar certo entre eles. E é esse o tempero que dá a vida ao livro e faz com que a leitura seja prazerosa e inesquecível! Mais um livro para ser relido sempre.

13 de fevereiro de 2010

Moon Awakening de Lucy Monroe

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Quando a família de Emily Hamilton recebe ordens de enviar uma de suas filhas para as Terras Altas Escocesas para se casar com um chefe de clã, Emily se oferece para salvar sua irmã mais nova de tal destino. Mas em seu novo lar a única amiga que encontra é a irmã do líder – especialmente depois que a teimosia de Emily faz com que o chefe cancele o casamento. E embora seu plano estivesse naufragando, ela se recusa a voltar para casa…

Lachlan é o chefe do clã Balmoral – e líder de sua alcatéia. Um dos mais temidos lobisomens a vagar pelas Highlands, ele está marchando contra os odiados Sinclairs, que raptaram uma das mulheres Balmoral. Ele sequestra a irmã do líder dos Sinclair, planejando casá-la em vingança – mas a mulher que ele toma junto com ela se prova o maior dos prêmios…

Pois Emily provoca um desejo que ele nem sabia existir. E embora Lachlan não pense em se casar com uma humana – e inglesa ainda por cima – ele tem de entender como uma simples mulher consegue domar seu coração tão facilmente…

Li esse livro pela primeira vez logo que foi lançado – em 2007 – e me apaixonei por essa história! Desde então venho esperando pelo lançamento da continuação que saiu agora em Fevereiro (e eu já li e logo venho comentar…). Sabe aqueles livros que marcam a gente? Aqueles que a gente sempre relembra as cenas e dá vontade de reler? Pois para mim, esse é um desses livros!

O universo que Lucy criou é muito rico. Há um povo – os Chrechte – que são transmorfos e vivem entre os humanos na Highlands. Geralmente, nos clãs onde vivem, o líder é sempre Chrechte. Eles evitam se casar com humanos, pois pode acontecer de não passarem as características de sua raça para seus filhos, além do que já foram vítimas de traições por parte dos humanos. Quando Talorc Sinclair recebe ordens do rei escocês de tomar uma noiva inglesa – e humana, pode-se imaginar a revolta que isso causou.

Emily é uma mulher de 19 anos que se sente rejeitada por sua família. O pai e a madrasta simplesmente não a consideram digna de nota e sua única amiga é a meia irmã, Abigail, que, devido a uma febre, ficou surda aos 10 anos. Naquela época (não se fala o ano, mas é por volta da invasão normanda ou pouco depois) surdez e outras deficiências eram sinais de má-sorte e punição divina ou possessão demoníaca. Com a ajuda de Emily, Abigail aprendeu a ler lábios e, a menos que se saiba de sua condição, sua surdez é imperceptível para quem vem de fora.

Com a ordem do rei para que o barão – pai de Emily – envie uma de suas filhas para se casar com um dos “bárbaros” escoceses, Sybill o convence a mandar Abigail. Para evitar que tal coisa aconteça, Emily, que estava ouvindo a conversa atrás da porta, se oferece para ir no lugar da irmã. Ao chegar lá encontra todo o clã revoltado com a ordem do rei escocês para que seu líder se case com uma inglesa – principalmente Talorc. A indiferença e raiva com que tratam Emily traz a tona o mau gênio dela e as discussões e ofensas não tardam.

Mas uma pretensa ofensa dos Sinclair provoca a ira dos Balmorals e o consequente sequestro de Cait – irmã de Talorc – e Emily. Uma das mulheres Balmoral – Suzannah – casou-se com Sinclair sem pedir o consentimento dos chefes. Como vingança, Lachlan, líder dos Balmorals, obriga Cait a se casar com Drustan, irmão de Suzanna e Primeiro em Comando no clã. O que Lachlan não contava era com a presença cativante de Emily e seu jeito doce e leal e altamente protetor para com Cait.

Emily sente uma irresistível atração por Lachlan desde o início. E conforme os dias vão passando e a proximidade entre eles cresce e segredos são revelados fica cada vez mais difícil para os dois não se entregarem à paixão que queima entre eles.

Adoro essa história! É super bem escrita, com diálogos deliciosos e personagens cativantes. Tem um site sobre a série e apesar de algumas informações não estarem muito corretas: Talorc é um lobo cinza (não negro) e a irmã de Drustan se chama Suzannah (não Brighid) – vale a pena dar uma olhada na página e conferir o universo e personagens tão cativantes!

2 de novembro de 2009

A Cruz de Fogo, 2ª Parte de Diana Gabaldon

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A cruz de fogo, que costumava ser usada pelos chefes de clãs nas montanhas da Escócia para convocar seus homens para a guerra, agora convida os leitores brasileiros a apreciar mais um livro da série Outlander protagonizado por viajantes do tempo e um bravo guerreiro escocês.

Claire e Jamie Fraser cruzaram oceanos e atravessaram séculos para construírem uma vida juntos na colônia da Carolina do Norte, às vésperas da Revolução Americana. Tensões, antigas e recentes, porém, ameaçam não só Claire e Jamie, mas também todos os que os cercam, principalmente a filha deles, Brianna, e a família que ela formou ao lado do marido Roger MacKenzie.

A Cruz de Fogo não é apenas um relato de vidas feitas só de aventuras. A Cruz de Fogo tem toda sorte de encruzilhadas. Enquanto se questionam sobre interferir ou não nos eventos que estão por vir, ou sobre a possibilidade de ter outro bebê, Claire, Jamie, Brianna e Roger fazem escolhas e acatam as consequências de suas decisões.

Com um texto primoroso – inteligente, evocativo, sensual – e uma bela dose de fatos históricos, Diana Gabaldon nos apresenta mais um grande livro. Graças a uma pesquisa meticulosa da escritoa, temos acesso a informações pouco conhecidas sobre como homens e mulheres na América de 1770 tratavam doenças, cuidavam da casa e dos filhos, quais eram os métodos contraceptivos disponíveis na época, as técnicas de caça e o que era preciso fazer para sobreviver.

 

Li esse livro beeeeeeeem devagar! Não queria que acabasse, pois sei que agora, só ano que vem tem mais histórias inéditas de Jamie e Claire. Mas releituras sempre são interessantes e é o que me consola…

O resumo acima foi muito acertado. Realmente, Diana nos transporta para a América de 1770! As doenças, os perigos, as aventuras, o trabalho pesado e compensador… tudo é muito bem retratado. Esse é um dos pontos que mais gosto nos livros dessa série – a realidade é muito bem mostrada e sofremos e vibramos e vivemos juntos com os personagens. Diana consegue trazer o leitor para dentro do livro e nos faz ver tudo o que ela descreve!

Achei que Roger roubou um pouco a cena nesse volume. O que ele passou – Deus! – terrível! A provação por que ele passou me fez lembrar muito dos sofrimentos de Jamie… Brianna me surpreendeu também! Geralmente não sou muito fã de Bri. Apesar de ser filha de Jamie e Claire, eu a acho muito fria e fechada e, por que não, um tantinho egoísta. Mas ela conseguiu me mostrar que tem um pouco dos pais dentro de si! Jemmy é um conquistador! Com quase dois anos, ele é simplesmente fofo e adorável! Não nega que tem o sangue de Jamie nas veias… ruivo e de olhos azuis e charmoso! É difícil ver James e Claire como avós, mas eles ficam perfeitos no papel.

Vou terminar a resenha com uma frase de Jamie que achei simplesmente fenomenal!!! Quem lê os livros dessa série sabe que Jamie diz cada coisa que é capaz de derretar um iceberg… mas essa frase merece destaque:

- Quando realmente chegar o dia em que tenhamos que nos separar – ele disse ternamente, virando-se para olhar para mim – , se minhas últimas palavras não forem “Eu a amo”, você vai saber que foi porque não tive tempo.

Dá para não viajar no tempo para ir atrás de um homem desses?

29 de setembro de 2009

Reynold de Burgh: The Dark Knight de Deborah Simmons



A ovelha-negra da família de Burgh é o título que Reynold sabe como usar. Pária e ferido, esse cavalheiro está viajando sozinho. Mas sua amarga peregrinação é interrompida por uma donzela muito determinada que o obriga a cumprir seus votos de cavalheiro: proteger e servir!

Sabina Sexton sabe que seu relutante salvador está cético sobre sua missão. Mas o perigo é muito real, e a cuidadosa Sabina deve colocar sua vida – e seu coração – aos cuidados desse escuro e perigosamente atraente cavalheiro…

Esperei muito por esse livro! Desde que li O Lobo Domado, Reynold atraiu minha atenção e sempre quis saber mais sobre ele. Sua quietude e isolamento, bem como sua capacidade de lutar e enfrentar os perigos, mesmo com sua perna ruim, eram um chamariz irresistivel!Finalmente o livro dele foi lançado!!! E depois da leitura, fiquei dividida: foi bom, mas não foi bem o que eu esperava…

Reynold provou ser um cavalheiro capaz, leal, valente, esperto e atraente, mas, ao mesmo tempo, ele tinha uma venda nos olhos que não o deixava ver a verdade, nem se ela o estapeasse! Sabina foi uma escolha perfeita para Reynold. Decidida, elegante, destemida, ela precisava da ajuda de um cavalheiro, e apareceu um de Burgh! Não vou falar muito da trama para não dar spoilers, mas gostei da história e a criatividade de Deborah.

Adorei o humor do livro, as descobertas, os perigos. Mas detestei o modo como Reynold se enxergava, como ele demorou a perceber seu valor e o amor que sua família e Sabina tinham por ele! Apesar de entender que Deborah foi coerente e manteve as características do personagem que me conquistou, queria ver um Reynold diferente! E é essa divisão que me fez achar o livro bom – enquanto, claro, eu esperava um livro excelente.

9 de setembro de 2009

Runaway de Bobbi Smith

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Fugindo Assustada

Destiny Sterling tinha de fugir de St Louis. Senão ela nunca conseguiria escapar das mãos de seu padrasto…ou dos planos abomináveis que ele tinha para ela. Sua única esperança foi passar como noiva de correspondência e viajar para o Texas para se casar com um fazendeiro.

Fugindo da Lei

Dan Cooper era um bandido dos mais perversos que poderia existir. Ele se orgulhava da má reputação de seu bando…e a série de assaltos bem sucedidos que praticavam. Sua carta na manga era um distante rancho onde planejava se esconder se as coisas esquentassem.

Conduzindo o show

O Texas Ranger Lane Madison sabia que o bando de Cooper apareceria no Rancho Circle D mais cedo ou mais tarde. Tudo que ele tinha de fazer era se passar por novo proprietário…e aguardar. O que ele não esperava era ter de se casar com uma jovem bela e inocente para manter o papel, ou a indiscutível atração que tornava qualquer segredo entre eles impossível.

Não conhecia essa autora. Li uns trechos desse romance numa Newsletter e me interessei. É um romance leve, gostoso e rápido.

Depois de perder a esposa de forma brutal, Lane resolve trabalhar como Texas Ranger e perseguir bandidos. Ele está atrás do bando de Cooper já algum tempo. Numa cidade, descobre que Dan Cooper ganhou um rancho num jogo de poquer, e que pretende transformar esse lugar num esconderijo. Para isso, ele convence seu braço direito – Seth Rowlins – a se apresentar como novo dono e ir se preparando para a chegada dos demais.

Seth é um homem violento e desprezível. E resolve pedir uma noiva por correspondência para dar uma aparência de homem sério e bondoso. Lane, sabendo desses planos, consegue se livrar de Seth e assumir seu lugar no rancho. Ele só não sabia da noiva…

Destiny é uma moça bem nascida e rica. Depois de perder a mãe, fica nas mãos do padrasto, que a entrega em casamento a outro homem desprezível – Bryce – em troca de dividas. Quando quase é estuprada por Bryce, ela o ataca e consegue fugir. Desesperada, ela busca ajuda da criada da família, que a envia como noiva por correspondência ao Texas, como o nome falso de Rebecca Lawrence (a verdadeira noiva que amarelou na hora H!).

Agora imagine a confusão! Os dois com nomes falsos e assumindo a identidade de outra pessoa se casam! E se apaixonam! Gostei do modo como Bobbi explorou essa situação. Não houve grandes dramas ou consciência pesada, nem nada. Os dois estavam fazendo o que achavam certo e melhor no momento. Foram honesto, na medida do possível, um com o outro e a relação deles era muito bonita.

Claro que além do romance tem a aventura. Os bandidos – tanto o bando de Cooper, quanto o padrasto e Bryce – vão atrás de nossos mocinhos e dão muito trabalho. Bobbi é, ao que parece, especialista em escrever livros sobre western e gostei da ambientação que ela deu à história. Não é daqueles livros que deixam marcas, mas cumpre bem a função de distrair e fazer torcer!

27 de junho de 2009

Armadilha para um Marquês de Kat Martin

Um coração de aço... Um toque de seda...

Desde o momento em que Lucien Montaine, o marquês de Litchfield, encontra aquela jovem suja e maltrapilha, porém com o porte e os modos de uma rainha, escondida em sua carruagem, ele começa a lutar contra o desejo que ela lhe desperta. Embora cativado pela beleza, inteligência e coragem de Kathryn, ele se recusa a amar uma mulher que tentou enganá-lo...
Quando Kathryn força uma situação para obrigar o marquês a se casar com ela, Lucien fica ainda mais dividido entre o desejo e a decepção. Além do mais, ela insiste em se dedicar a uma atividade que ele não aprova, por se tratar de algo totalmente inadequado para uma dama. Será que aquela mulher tão meiga, e ao mesmo tempo tão determinada, conseguirá domar a fúria do marquês? Ou os encantos de Kathryn servirão apenas para fortalecer a decisão de Lucien de não se expor aos perigos de um coração apaixonado?

Kathryn é uma moça nobre – filha de um conde – que, depois de ficar órfã, vê-se sob a guarda de um tio abominável que nada mais quer do que roubar sua fortuna. Para conseguir tal intento, Lorde Dunstan interna a sobrinha num hospício. Mas Kathryn consegue fugir e encontra ajuda com Lucien.

Lucien é um homem que não acredita no amor. Ele foi criado pensando que tal sentimento é uma bobagem que só conduz o homem a infeliciade. Mas assim que vê Kathryn, sente por ela uma grande atração e afinidade. Ela é educada, inteligente, bem humorada – só que gosta de esconder alguns detalhes de sua vida e manias. Isso só faz com que Lucien busque se afastar dela.

É interessante ver o modo como Lucien luta contra o amor que começa a sentir por Kathryn. Ele faz de tudo para não reconhecer esse sentimento. Ao mesmo tempo, Kathryn sente-se culpada pela armadilha que armou para ele e não se acha digna de ser amada. Além disso, há todo o desejo de Kathryn em estudar ervas e curas e anatomia. Desejo esse que não é compartilhado por Lucien.

O título em inglês é Silk and Steel e acho que revela bem os protagonistas: tanto Kathryn quanto Lucien não abrem mãos de seus sonhos, mesmo que isso possa custar a felicidade de ambos. Ao mesmo tempo, eles são carinhosos um com o outro e com Michael – o menino órfão que ajudam e acolhem.

Um livro muito lindo e que merece ser lido. Há ainda coadjuvantes maravilhosos que só engrandecem essa história.

30 de maio de 2009

Simply Perfect de Mary Balogh

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Alto, moreno e perfeitamente sensual, ele é a epítome da perfeição masculina. Não que Claudia Martin esteja procurando por um amante. Ou um marido. Como proprietária e diretora da Escola para Moças de Miss Martin, em Bath, ela se resignou, há muito tempo, a uma vida sem amor. Até que Joseph, Marquês de Attingsborough, chega sem se anunciar e a tenta a jogar fora toda uma vida de decência por um romance que apenas poderia levar à ruina.

Joseph tem seus motivos para procurar por Claudia. Instantânea e irresistívelmente atraído pela dedicada professora, ele embarca num plano de sedução que os deixa ansiosos por mais. Mas como herdeiro de um influente ducado, se espera que Joseph continue com o legado da família. E Claudia sabe que não tem lugar nesse mundo.

Agora o mundo está prestes a ser sacudido por escândalos. Um casamento arranjado, um segredo que chocará a Ton, e um homem do passado de Claudia conspirarão para separar os apaixonados. Mas Joseph está determinado a tornar Claudia sua a qualquer preço. Mesmo que isso signifique desafiar as convênções e quebrar cada regra por um amor que é tudo o que ele sempre quis – um amor que é a própria perfeição…

Mary Balogh fechou com chave de ouro o quarteto Simply. Simply Perfect é bem isso mesmo: Simplesmente Perfeito! Não que não tenha havido momentos em que quase gritei com Joseph ou Claudia, mas eles se completavam tão lindamente que chegou a me emocionar.

Joseph está em Bath visitando o pai, que está se recuperando de uma gripe.  Aproveita para levar uma carta de Suzanna para Miss Martin. Mais para frente, vemos que ele tem um motivo secreto para fazer esse favor. Ele queria conhecer a escola e ver o tipo de educação que as meninas recebiam ali.

Em todos os livros, Claudia sempre declarou em alto e bom som seu desdém e raiva de duques. Desde um embate entre ela e o duque de Bewcastle ela simplesmente não quer nada com a ton – duques principalmente. Assim, pode-se imaginar o modo como ela recebe Joseph, pois afinal ele é um marquês e futuro duque.  Sua frieza e, até mesmo sua rudeza, divertem Joseph. Ele é um homem bem humorado, gentil e extremamente masculino, o que irrita Claudia ainda mais por se ver atraída por ele.

O relacionamento deles vai sendo construído passo a passo. Mas depois de muitas conversas e até mesmo de beijos apaixonados, Joseph resolve se abrir com Claudia: ele tem uma filha ilegítima – Lizzie – a quem ama acima de tudo. E Lizzie é cega! Ele precisa da ajuda de Claudia para educar a filha – visto a mãe da menina ter morrido há um ano e Joseph ser o único responsável por ela.

Gostei da abordagem que Balogh deu a essa situação. Como se educavam crianças cegas na época da regência? Claudia  e a nova professora, Eleanor, decidem tentar ver o que pode ser feito durante o verão, na propriedade do duque de Bewcastle, onde as crianças não pagantes foram convidadas a passar um mês.

Nem preciso dizer que Lizzie é uma criança adorável. Super protegida pela mãe (e pelo pai também), ela não tem conhecimento do mundo fora da casa onde cresceu. Vê-la fazendo descobertas, aprendendo a ser uma criança normal, conseguindo amigas e independência é maravilhoso! Várias vezes me peguei com lágrimas nos olhos – não de tristeza, veja bem, mas de emoção!

Mas para Claudia, a temporada não está sendo fácil. Primeiro foi a atração, que se transformou em amor, por Joseph. Depois, ela reencontra o homem por quem foi apaixonada na juventude, e que a abandonou de forma brutal – o duque de McLeith (por isso seu ódio por duques).   Mas o pior é que Joseph está praticamente noivo de uma moça adequada a se tornar marquesa, e depois duquesa.

Mary Balogh nos conduz nesse emaranhado todo e não perde o fio da trama. Um livro que faz com que você vire as páginas para saber como tudo se resolverá, esperando, é claro, sempre pela perfeição (o que, na minha opinião, foi alcançado).

Vou colocar aqui a cena do primeiro beijo deles (na verdade o segundo rsrsrsrs)

- Na realidade – ela disse – eu não me importaria se você fizesse isso novamente.

Ela se sentia estranha, como se outra pessoa tivesse falado através de seus lábios, enquanto a verdadeira Claudia Martin observava em um chocado assombro. Ela realmente disse aquilo que falou?

- Eu não me importaria também. – ele disse, – e eles se encararam por um longo momento antes dele soltar as mãos dela e envolver os seus ombros com um braço, enquanto o outro era colocado em sua cintura. Claudia colocou os braços ao redor dele simplesmente por não saber o que fazer com eles. E ela levantou o rosto para o dele.

Ele era grande e de corpo duro e muito, muito masculino. Por um momento ela realmente ficou assustada. Mortalmente. Especialmente por ele não estar mais sorrindo. E então ela esqueceu do medo e de tudo o mais quando foi engolfada na absoluta sensualidade de ser lenta e muito perfeitamente beijada. Seu corpo floresceu ao toque dele e ela não era mais Claudia Martin, mulher de negócios bem sucedida, professora e diretora.

Era ela simplesmente mulher.

Ela sentia a largura e os músculos de seus ombros, e uma de suas mãos se enlançou nos cabelos grossos e mornos dele. Com seus seios sentia a sólida parede de seu peito. Suas coxas pressionadas contra a dele. E entre suas pernas ela sentia um pulsar agudo que se espiralava dentro dela até a garganta.

Não que estivesse analisando cada sensação. Ela somente as sentia.

Quando ele abriu a boca sobre a dela, ela também o fez e angulou a cabeça e se agarrou nos cabelos dele quando a língua invadiu sua boca e a acaricou toda. Quando ele a empurrou contra o tronco de uma árvore distante alguns poucos centímetros, ela se moveu com ele, e então pode se apoiar nela enquanto ele percorria todo seu corpo com as mãos: seios, quadris, traseiro.

Quando ele se pressionou contra ela e ela pode sentir a evidência de sua excitação, separou as pernas e se esfregou contra ele, desejando nada mais do que sentí-lo dentro de si, bem dentro. Ah, dentro.

Ainda assim, nem por um minuto ela se esqueceu de que era com o marquês de Attingsborough que ela dividia esse abraço sensual. E nem por um momento ela se enganou com ilusões. Isso era por agora. Apenas agora.

Algumas vezes, agora era o suficiente.

Algumas vezes, era tudo.

Ela sabia que nunca iria se arrepender.

Ela sabia também que iria sofrer por muito e muito tempo.

Não importava. Melhor viver e sofrer do que não viver nada.