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14 de outubro de 2010

Minha Doce Annie de Cheryl St. John (Maratona de Banca)

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Annie não era como as outras jovens.

Colorado. América do Norte. 1878

Para a família, Annie era como uma boneca de porcelana. Luke Carpenter era a única pessoa que a via exatamente como ela era:  uma mulher adulta, cheia de sonhos, desejos e esperanças para o futuro… ao lado dele!

Para Luke, ela era a doce Annie, uma mulher com incríveis talentos e um coração tão aberto quanto o amplo céu do Oeste. Não houvera nem um momento sequer em que ele tivesse deixado de amá-la. Luke arriscaria tuco para torná-la sua esposa, mesmo contra tudo e contra todos!

maratona banca Outubro / 2010

Esse livro já entrou para a lista dos que devem ser guardados para sempre! Uma história absolutamente bela de superação, de entrega, de amor…

Quando Annie e Luke se conhecem ela estava fazendo 10 anos – era festa de aniversário dela -  e ele tinha 14 e estava chegando à cidade para morar com seu tio. Desde esse primeiro momento, Luke e Annie se entenderam de uma forma mágica. Ele a faz se esquecer da cadeira de rodas e a ensina cavalgar. Claro que depois leva uma surra do irmão dela e toda a família de Annie passa a odiá-lo…

Annie tem um defeito no quadril que a faz mancar. Sua mãe a trata como inválida e a obriga a andar de cadeira de rodas para não se cansar. Além disso, seus pais e irmão a tratam como uma criança com necessidade de contante proteção. Ela não tem liberdade para fazer nada!

Dez anos depois, Luke conseguiu construir um estábulo e agora cria cavalos e aluga carruagens e charretes. Um homem que se fez sozinho e a custas de muito trabalho! Annie continua protegida e cercada de cuidados pela família e só se sente livre e normal quando está na casa dos tios e com sua prima. Numa dessas estadias, ela consegue, finalmente, conversar com Luke – coisa que sua família sempre a impede de fazer. A amizade fácil ainda existe entre eles – e o amor que sentiram ao se conhecer quando crianças ainda está lá, presente e forte!

Achei maravilhoso o modo com Luke encoraja Annie a se libertar da cadeira de rodas, da super proteção de sua família e a assumir que é uma mulher com sonhos, desejos, capacidade e muito amor e carinho para dar a ele e a todos que a cercam! Ver Annie deixando de ser a “boneca de porcelana” e mostrando a seus pais e seu irmão que era uma mulher capaz de viver sua vida de forma plena – claro que com a ajuda de Luke – foi de deixar meus olhos marejados…

O livro vai num crescendo e com tudo se encaminhando de forma tão romântica, suave e bela que fiquei pensando que não havia um “drama” como em todos os romances, mas Cheryl preparou uma reviravolta que me surpreendeu e emocionou e fez me apaixonar ainda mais por Luke e Annie! Um livro que não deve faltar na biblioteca de quem ama uma ótima história e um belo romance com um casal inesquecível!

15 de fevereiro de 2009

TEMPO DE RECOMEÇAR de Cheryl St. John


Kansas, América do Norte, 1879

Pessoas como Ellie Parrish não recebiam propostas de casamento de alguém como o dr. Caleb Chaney. Ainda que essa proposta fosse a resposta às suas preces, um homem tão decente e gentil como Caleb não merecia uma mulher cujo passado era uma mentira.

Caleb Chaney podia ver que Ellie Parrish era uma mulher com uma alma atormentada. Porém, tambem podia ver uma mulher com um coração grande o bastante para amar seu bebê como se o tivesse gerado e capaz de ensinar o próprio Caleb a amar outra vez.


Um livro de muita sensibilidade e beleza.

A história de Ellie é extremamente triste. Filha de uma prostituta, ela luta para se manter e aos irmãos – Benjamin e Flynn - dos rigores da vida. Eles não conhecem o que é amor, carinho e ter uma casa e família. Só têm uns aos outros, mas até isso eles perdem. Quando, depois da morte da mãe, as autoridades descobrem que eles vivem sozinhos, um juiz envia os meninos para um lar adotivo e Ellie tem de procurar emprego para se manter e ter chances de conseguir alugar uma casa para recuperar a guarda dos irmãos.

Quer que um infeliz acidente a coloque em contato com o dr. Caleb Chaney. Com o braço quebrado e impossibilitada de reassumir suas funções na cozinha e restaurante do hotel onde trabalha, Ellie se oferece para tomar conta de Nate, o bebê do doutor, cuja esposa havia morrido no parto. Estando em contato com Caleb e sua família, Ellie vai percebendo que a vida não é feita só de crueldade e falta de amor. Ao ver como os Chaneys se amam e se respeitam, ela percebe que o que ela e os irmãos enfrentaram é ainda mais triste, pois não tiveram nada disso enquanto cresciam.

Caleb observa Ellie fascinado. Tudo para ela parece novidade (e é, só que ele não sabe). Ele admira o modo como ela trata de seu filho e decide pedi-la em casamento. Ellie aceita, sabendo que assim poderá proporcionar um lar amoroso para seus irmãos, mas teme que Caleb descubra os segredos horríveis que ela esconde. Segredos que não permitem que ela se ame e se entregue ao homem que ela aprendeu a amar.