10 de janeiro de 2009

SAM´S CREED de Sarah McCarty


Todas as mulheres no Texas sabem que os homens do Hell´s Eight oferecem prazer selvagem e sem compromisso. Bem, quase toda mulher...
Conhecido por fazer suas próprias regras sobre certo e errado, o Texas Ranger Sam “Wildcard” MacGregor toma o que quer quando quer, especialmente em se tratando de mulheres. Mas sedução é a última coisa que lhe vem a mente no momento em que tromba com uma beleza Hispânica encolhida de medo ao lado de uma carruagem queimada. E não demora muito para ele perceber que a mulher que o povo chama de “amaldiçoada” está escondendo segredos muito perigosos para se enfrentar sozinho.
Isabella pode parecer feminina e modesta, mas ela é quente em um espartilho e com habilidades de pistoleiro que se iguala a de qualquer homem. Mas embora ela saiba que não deve entregar seu coração a Sam tão rapidamente quanto ofereceu seu tentador corpo, Isabella tem certeza de que vê em Sam o que ele raramente vê em si mesmo – um homem bom que está enfrentando a dureza do país que está determinado a quebrá-lo. Um homem que, acima de tudo, deseja uma mulher passional disposta a arriscar tudo...



Esse é o segundo livro da série Hell´s Eight e posso dizer que é uma série que promete!

No primeiro volume (Caine´s Reckoning) Caine relembra de como ele e Sam foram obrigados a ver o estupro coletivo da mãe de Sam. Os soldados ou bandidos que destruíram a cidade onde moravam quando crianças abusaram da mãe de Sam até levá-la a morte. Esse fato marcou muito aos garotos, tanto é que eles respeitam muito as mulheres e as defendem com ardor. Mas em Sam, esse fato fez também com que ele não acreditasse mais no amor, num relacionamento mais profundo entre homens e mulheres. Ele é um sedutor, sim, o mais lindo entre os Hell´s Eight e pode ter a mulher que quiser, mas não entrega seu coração ou sua alma.

Quando estava buscando cumprir sua missão, Sam encontra um comboio atacado. Carroções queimados, pessoas mortas. Mas, entre os escombros, ele encontra Isabella.

Isabella é uma espanhola que está fugindo de um casamento arranjado. Um dos maiores bandidos da região – Tejala – se convenceu que ela é a noiva perfeita. Para isso, matou o pai dela e quer obrigá-la a aceitá-lo. Mas Isabella não é uma mulher de aceitar ordens! Então, ela foge. Com a ajuda de Sam, ela pretende chegar a cidade de Santo Antonio, uma cidade onde a influência de Tejala é inexistente.

Isabella entrou para minha lista de mocinhas favoritas! Ela é mandona, sensual, não é submissa e sabe o que quer. E o que ela quer é que Sam lhe tire a virgindade. Ela sabe que no minuto em que Tejala a encontrar, ele vai estuprá-la, então decide conhecer o amor entre um homem e uma mulher antes de sofrer a violência. Mas com o passado de Sam, tirar a inocência de alguém, mesmo sendo a pedido desse alguém, é algo que ele não pode fazer. Há então um embate de vontades, com um humor tão maravilhoso que me peguei rindo em várias partes.

Sam vai descobrindo com Isabella o que é sorrir e sentir alegria. Isabella é muito perspicaz e percebe em Sam uma solidão e uma ternura que nem ele quer reconhecer. É maravilhoso ver a construção do relacionamento dos dois. As lutas contra os homens de Tejala, as fugas, a amizade, o amor. Sarah McCarty realmente é uma excelente contadora de histórias e seus personagens são marcantes.

Vou postar alguns trechos para mostrar como Bella é fantástica:

Bella sabia o que estava fazendo, mas Sam estava estragando seus planos com seu deslocado senso de honra que insistia que ele devia protegê-la de si mesma. Não importava quantas vezes ela o tentou nesses dois dias em que ficaram “descansando”, ele permaneceu firme em sua resolução. Ela deveria ter encontrado um seqüestrador com menos fortaleza moral.
...
Ela suspirou e procurou uma posição mais confortável contra a árvore caída que lhe servia de apoio para costas. Ser uma virgem famosa não era tão excitante quanto parecia. Famosa não lhe importava tanto, mas virgem... essa era a parte que ela ressentia. Pela quinta vez desde ontem pela manhã ela tocou no assunto:
- O que você está fazendo não tem sentido.
- Você já me disse isso antes – Sam deu mais um ponto no gasto material vermelho.
Não era um bom prenúncio para a discussão de hoje.
- Você devia me tomar como tem vontade de fazer. Todo mundo vai pensar que você já o fez.
- Não me importa o que os outros pensam.
- Deveria importar o que eu penso.
- Sempre levo em consideração o que você pensa.
Ela chutou uma pedra que estava na frente dela. – Se fosse assim, eu não seria uma virgem ainda.

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- Você vai se esquecer de mim assim que voltar para casa e a ameaça de Tejala não mais existir.
- Porque sou jovem e não sei o que quero?
A dor o atingiu. Ele a enterrou antes que chegasse a seus olhos. Ele não pode mantê-la totalmente fora de sua voz. Ela saiu em um duro “Sim”.
Ela sacudiu a cabeça e suspirou. – Não vou discutir com você sobre essa mentira essa noite, mas logo você vai ter de encarar as partes de você que você esconde e terá de escolher. – Ela deu umas pancadinhas no peito dele. – Paciência não é minha melhor virtude, Sam. Não posso prometer esperar para sempre.
- Nunca lhe pedi isso.
- Si, isso eu sei. E é quase tão lamentável quanto a outra coisa.
Ele franziu a testa: - Que outra coisa?
Ela empurrou o ombro dele. – Não finja que não sabe.
Ele não conseguia pensar de que coisa ele se esquecera. Foi só quando viu a faísca no olho dela e o sorriso levantando o canto de sua boca que ele compreendeu que tinha sido pego. Ele entrou no jogo, sabendo o quanto ela precisava da ilusão de que estava no controle. – Você vai ter de me esclarecer.
Ela deu um suspiro exagerado. – Percebo que essa é outra parte de sua reputação que foi inchada.
- Você quer dizer inflada?
- Inchada, inflada – ela moveu as mãos – Tudo é uma grande decepção.
- O que é?
- Estou sozinha, no escuro com o famoso Sam MacGregor, deitada no colo dele – ela mostrou os três botões abertos na garganta dela – quase despida, e ainda continuo virgem.
Os sorrisos vinham com mais facilidade agora, passando pelos instintos que ele tinha de checá-los antes. A mulher era incorrigível. E despertava seu desejo de brincar como nenhuma outra jamais conseguiu. – E?
- Fui levada a pensar que qualquer dessas cosas me deixaria arruinada e...
- E o que?
Ela mexeu as sobrancelhas – Ofegando de satisfação.

3 comentários:

ginagregoriofreire@yahoo.com.br disse...

olá eu gostaria de parabeniza-la pelas resenhas e dizer que sou fã do blog.

Gostaria de saber se existem e-books destes maravilhosos livros.
um abraço

anneporto disse...

Oi..tb gostaria de saber se existem e-books disponíveis. Obrigada!

Anônimo disse...

Oi meninas,eu li pela net essa série.
Baixei no blog da Lilith.
Bjs,Reyane