4 de abril de 2009

SOUVENIR de Therese Fowler

 

Resumo:

Presa a um casamento rotineiro, Meg Powell divide seus dias entre os cuidados com o pai viúvo e com a filha adolescente, cujo violento despertar da sexualidade inspira preocupações.

Astro do rock, depois de muitos anos Carson McKay volta à cidade natal para cuidar de seu casamento com uma mulher mais jovem.

Duas vidas completamente distintas. Mas, um dia, duas décadas antes, Meg e Carson haviam sido una e carne. Namorados de adolescência, formavam o típico casal que todos esperam ver casados ao completarem 21 anos. Pelo contrário: ao chegar à maioridade, Meg anunciou repentinamente que iria se casar com outro homem. O motivo – necessidade financeira – nunca chegou ao conhecimento de Carson. Magoado, ele abraçou à música, caiu na estrada e ganhou o mundo.

Agora, Carson está de volta e a ponto de dar um significativo passo na vida. É justamente quando Meg faz uma descoberta que irá perturbar o equilíbrio de todos à sua volta. E a lembrança do primeiro amor poderá se tornar realidade uma última vez.

 

Um livro intenso! Não consegui largar. Uma história triste e que mostra as escolhas que se apresentam em nossa vida, as oportunidades que abraçamos e as que desperdiçamos, o arrependimento e como a única coisa que resta, depois da decisão tomada, é levantar a cabeça e seguir em frente.

Foi isso que Meg e Carson fizeram. Depois que ela decidiu se casar com Brian – um casamento que salvou a fazenda da família e o futuro de suas irmãs – Meg se dedicou ao marido e a filha e à Escola de Medicina. Carson transformou sua dor e raiva em músicas e se tornou um rock star famoso e rico. Ambos bem sucedidos em suas carreiras, mas com a alma vazia. Engraçado como as pessoas podem viver normalmente sem suas almas! Vivem, amam, trabalham e fazem todas as atividades do cotidiano, mas fica sempre aquele vazio, aquela dor e insatisfação. Therese Fowler conseguiu transmitir bem essa situação, essa sensação.

Savannah, filha de Meg, é uma adolescente inteligente e sensível. Adorei essa personagem e o modo como mostrou que na adolescência somos tão ingênuos e crédulos e rebeldes e não vemos a realidade, mas aquilo que queremos. Savannah enfrenta problemas difíceis e, quem tem adolescentes na família, há o conselho de sempre observar e participar da vida deles.

Esse é um livro que traz questões dolorosas e que evitamos pensar. Mostra que viver sem saber, sem se analisar a fundo, sem remexer no passado é mais fácil e menos perturbador, mas não o ideal.

Engraçado, nunca faço associação de música com livro. Raramente penso nisso. Mas hoje, ouvindo Bring me to Life do Evanescence, achei que ela se encaixava muito bem nessa história, principalmente duas frases da música:

Frozen inside without your touch, 
without your love, darling.


Bring me to life. 
I've been living a lie/There's nothing inside.



Deixo o clipe da música, que também acho fantástico.


 




 

3 comentários:

Débora Lauton disse...

Parabéns pelo comentário... fiquei morrendo de vontade de ler o livro só pelo que você escreveu...

um grande beijo...
Dé...

Vivi disse...

È, Rê...seu comentário adiciona ainda mais pimenta ao meu interesse por essa história. Acho que vou dar uma conferida na cotação dos preços desse livro. Quem sabe não me deparo com uma bagatela. Obrigada, querida!

Regina disse...

Débora e Vivi

O livro é muito bonito mesmo. Vale a pena ler.

bjs

Regina