3 de maio de 2011

Christmas Moon de Elizabeth Lane

Grávida, solteira e com pouca sorte, a professora de história Emma Carlyle está passando o pior natal de sua vida. Precisando fazer mais pesquisas para sua tese de mestrado sobre o lendário homem da lei do Wyoming J.D. McNulty, ela dirige, na véspera de Natal,  para a cidade de South Pass City onde J.D. está enterrado. Ao voltar para casa, ela se perde numa nevasca. Depois que seu carro some, ela se vê em 1871, quase congelada e em trabalho de parto, e na porta de uma cabana isolada nas montanhas. Quando o próprio J.D. abre a porta com uma pistola em uma mão e uma garrafa e whiskey na outra… bem vamos dizer que as fagulhas começaram a voar.

Essas duas almas perdidas foram claramente feitas uma para a outra. Mas há um problema. Emma vem estudando tudo sobre J.D. e sabe que ele tem apenas algumas semanas de vida.

 

Fazia tempo que esse livro ficava me “tentando”… Desde a época do Natal quando o vi no Amazon.com. Esse resumo traz elementos que gosto muito em histórias: Natal e viagem no tempo e, finalmente, desisti de resistir e acabei me rendendo e comprando. E valeu a pena!

Emma está desesperada! Ela tem de entregar seu projeto até 03 de Janeiro e já é 24 de dezembro e sua tese ainda está crua. Ela descobre que há uma moradora de South Pass City que conhece muito sobre a vida de J.D. McNulty, o objeto de sua tese, e, mesmo sendo véspera de natal e o tempo estar prometendo uma tempestada, ela arrisca a viagem. Lá chegando, ela abre seu coração para Tilly – desde sua gravidez não planejada até as dificuldades com sua pesquisa. A tarde passa rápido e com a tempestade se aproximando, ela resolve partir. Só que, no caminho, ela entra direto na nevasca e acaba se perdendo. Ao descer do carro, não o encontra mais. Procurando ajuda, ela enfrenta a neve e o frio até localizar uma cabana isolada. Ao bater na porta, vê um homem idêntico a J.D. abrir a porta e, claro, acha que está alucinando! Só não dá para ficar muito tempo conjecturando, pois entra em trabalho de parto.

J.D. está isolado procurando solidão e paz. Não esperava visitas, muito menos de uma mulher grávida e que fala de modo esquisito e diz coisas absolutamente loucas! Mas não dá para colocá-la para fora na presente situação: tempestade de neve e parto. O jeito é ajudá-la e depois ver o que acontece…

E aí vemos a história se desenvolvendo maravilhosamente! Emma, através da pesquisa, estava meio apaixonada por J.D.. Quando o conhece de verdade, fica um pouco decepcionada, pois quando idealizamos alguém, raramente esse alguém corresponde à imagem que temos dele… Mas descobrir como a pessoa é realmente é a melhor experiência!

Os personagens secundários – inclusive um gato caolho – são de um vigor e de uma beleza fantástica. O modo como Elizabeth consegue retratar a solidão dos mineiros em pleno inverno e o quanto anseiam por novidades e companhia é muito belo. Mame e as garotas do salon também tem um colorido todo especial na trama.

Mas o principal é: podemos mudar a história? Se um fato está fartamente documentado qual o risco de se evitar tal fato? Emma se debate com esse questionamente no decorrer do livro e, como professora de história, ela não sabe se salva ou não a vida do homem que aprendeu a amar… E acho que é esse o fascinio de se ler um livro de viagem no tempo. A maioria das vezes acabo com um nó no cérebro, mas satisfeita por ter lido uma história adorável! E a criatividade de Elizabeth nesse livro não deixou de me encantar.