19 de setembro de 2010

Daring Time de Beth Kery

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Ryan Daire, detetive da cidade de Chicago,  tem muitos segredos: ama Shakespeare, aprecia as coisas mais finas da vida e tem uma absoluta falta de comedimento na cama. Agora ele tem um segredo ainda maior. Em cada sombra da enorme mansão que herdou recentemente ele pode vê-la – tentadora, etérea e intocável. Hope Stillwater viveu na mansão em 1906 e, agora, um desejo feroz se tornou o conduite entre essas duas almas apaixonadas, separadas pela barreira do tempo.

Intoxicados pela presença um do outro, Ryan e Hope estão mais próximos do que nunca de cruzar aquela convidativa fronteira entre dois mundos. Mas há um grande perigo. O trabalho de Ryan o colocou no caminho de um criminoso depravado em uma investigação que arrisca o destino eterno de Hope. Agora ele deve fazer o que for preciso para mudar a história, proteger Hope do perigo e libertar seus próprios desejos.

Eu adoro histórias com viagem no tempo! Adoro ver a criatividade e ver a pesquisa que as autoras fazem para compor um belo romance.

Nesse livro vemos Ryan herdando uma mansão abandonada em Chicago. Ele é policial da divisão de costumes, mas se formou em Direito e é um estudante aplicado de História – foi o professor de História quem deu a casa a ele – e ama ler Shakespeare. Já ao entrar na casa, ele começa a ter visões de uma bela mulher. No quarto, ele encontra um enorme espelho de corpo inteiro que se revela ser um portal. E é através desse espelho que ele começa a ver – e interagir – com Hope, a habitante da casa (e do quarto) em 1906.

Ao pesquisar sobre os habitantes da casa, ele descobre que Hope foi sequestrada e assassinada em 1906. O pai dela era um Ministro Reformista que lutava contra a escravidão branca – o uso de mulheres como escravas sexuais nos bordéis da cidade. Hope, a seu modo, ajudava seu pai nessa luta: ela ia até a estação de trem e procurava as moças que chegavam desacompanhadas em busca de emprego e oportunidades na Chicago que estava crescendo, e oferecia abrigo e apoio e amizade, evitando que os aliciadores as levassem aos bordéis onde seriam estupradas e obrigadas à trabalharem nesse mundo. Ryan, em 2008, estava lutando contra o mesmo tipo de comércio. Só que no caso dele, eram imigrantes ilegais que eram enganados com ofertas de emprego e oportunidades nos EUA e, quando chegavam, eram obrigados a trabalharem em fábricas (homens) e no mercado sexual (mulheres).

Ao saber do perigo que Hope corria, Ryan tentou avisá-la para ter cuidado, mas, mesmo assim, decidiu empreender a viagem no tempo e ajudá-la. Ao se ver em 1906, ele percebe vários fatos intrigantes e usa seus conhecimentos para conseguir se virar e enfrentar os perigos para chegar até Hope – que já havia sido sequestrada e estava para ser estuprada! Depois, ele consegue trazer Hope para 2008 – e foi super interessante ver como ela encara nossa tecnologia e atitudes e estilo de vida. Muita coisa que para nós é normal, para ela é de um encantamento sem fim!

Posso dizer que o livro é maravilhoso – e extremamente HOT! Hope é o tipo de heroina que conquista o leitor com seu jeito curioso e sua inocência e ingenuidade e o modo como luta para ajudar e fazer a diferença, mesmo que seja um trabalho de formiguinha. Ryan também é o tipo de homem que quer fazer a diferença, quer ajudar e agir, por isso resolveu ser policial, ao invés de se dedicar à carreira de advogado, como queria seu pai.

Outra coisa que me atraiu no livro foi esse paralelo que a autora traçou – a luta contra a escravidão branca em 1906 e 2008 – mostrando que podemos evoluir e crescer em tecnologia, mas, em outras áreas, continuamos a mesma sociedade de sempre, enfrentando os mesmos problemas e criando as mesmas situações. Muito bom mesmo essa comparação.

12 de setembro de 2010

Heart of Darkness – Antologia

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Das mestras do romance sobrenatural, três novíssimas histórias de sedução…

The Darkest Angel de Gena Showalter (Um conto dos Lords of the Underworld)

Um assassino de demônios com vontade de ferro, o anjo Lysander nunca conheceu o desejo… até encontrar Bianka. Gerada da linhagem de Lucifer, a bela, mas mortal, Hárpia está determinada a fazer o coração puro de Lysander cair em tentação…

Love me to Death de Maggie Shayne

Vinte e dois anos atrás quatro adolescentes foram condenados pelo assassinato de uma garota. Agora, na forma de uma linda mulher, a “vítima” está procurando vingança. E apenas um homem ousará escavar o passado para descobrir os segredos… e a libertar.

Lady of the Nile de Susan Krinard

Lady Tameri acredita que é a reencarnação de uma antiga princesa egípicia, e Leo Erskine está disposto a provar que ela está enganada… sem nem sonhar que os dois estão prestes a descobrir uma profecia que irá uní-los para sempre.

Eu adoro uma antologia! É sempre um modo de descobrir novas autoras ou acompanhar alguns personagens secundários de série que curto em suas histórias pessoais. Essa eu comprei por causa da Série Lords of the Underworld, mas aproveitei cada história!

Começando pela história da Gena, que tem um humor tão gostoso que me peguei rindo alto diversas vezes! Lysander é membro da Elite dos Sete – o mais poderoso grupo de anjos que se dedicam a livrar o mundo mortal dos demônios. Espionando na Terra, ele encontra Bianka, a Hárpia, e se encanta com ela! Claro que, como ela é da linhagem de Lúcifer, ele a considera um demônio. É uma delícia ver a “tentação” que ela representa, pois toda hora ele se pergunta: “A pele dela é tão macia quanto aparenta?”, mas ele teme provar isso e sempre se castiga por pensar assim evitando tocá-la. Nem preciso dizer que Bianka, sendo quem é, faz da vida dele um inferno, quando é sequestrada e levada a viver na nuvem dele! O jogo em que os dois se envolvem – jogo de poder, veja bem – é o que faz o humor que mencionei. Mas Gena, sendo a mestra que é, não deixa  o romantismo de lado e nos faz suspirar, também! Mas claro que teve horas que eu quis acertar Lysander na cabeça com um objeto bem pontudo! Mas, no final, acabei perdoando-o! Uma história absolutamente deliciosa!

Maggie Shayne é uma autora de quem só leio os contos em antologias! Adoro o modo como ela escreve e sempre fico me cobrando comprar algum romance dela – ou procurar por séries – mas sempre acabo deixando para lá! Preciso remediar isso no futuro…

Nesse conto, ela nos traz a crença da reencarnação! Mas achei um pouco fantasioso demais, o que não impediu a história de ser  belíssima e cheia de suspense. Começa com quatro rapazes de 16 anos bebendo e se lamentanto pela solidão em que se encontram no Valentine´s Day (o Dia dos Namorados nos EUA). Abandonados pelas respectivas e supostas parceiras, eles se encontram no jardim de uma mansão abandonada chorando as mágoas. Uns foram traídos e trocados por outros rapazes, mas um deles lamenta o desaparecimento da menina por quem é apaixonado, que fugiu de casa após a mãe ter abandonado o pai.  Sem ter o que fazer, eles resolvem jogar um coquetel molotov na casa velha e a incendiar. Só no dia seguinte, descobrem que a fugitiva estava dentro da casa e morreu asfixiada com a fumaça do incendio! Eles se entregam e cumprem pena no reformatório, onde a amizade deles se cimenta e se tornam um grupo de amigos muito mais coeso.

Vinte e dois anos depois, David, o que era apaixonado pela garota, é bombeiro e está solteiro e ainda se culpa pelo que aconteceu. Ele recebe uma ligação da mulher de seu amigo Mark, dizendo que ele sofreu um grave acidente e quer a presença de todos no hospital. Kevin, Randy e ele correm para a cidade onde Mark revela que a garota, Sierra, voltou e está querendo vingança contra eles! Não dá para falar muito mais por causa de spoilers, mas a tensão e o suspense sobre quem é essa garota e o que ela realmente quer – e faz – é algo sensacional e mostra que Maggie é realmente uma grande escritora!

O terceiro conto – Lady of the Nile – foi, na minha opinião, o mais fraco dos três e o mais difícil para eu penetrar! Mas a história acabou me conquistando um pouco.

Como diz o resumo, Lady Tameri acredita ser a reencarnação de um princesa Egípcia. Leo tenta provar a ela que isso é só fantasia, mas, de repente, os dois se vêem face a face com uma profecia – e aqui a reencarnação volta a dar as caras – em que os dois têm um destino a cumprir.

A história trata da lenda de Isis – que traz de volta a vida seu marido, depois de ele ter sido morto e esquartejado. Tameri e Leo devem servir de vasos para a volta dos deuses e evitar que o mal retorne à Terra. Achei a história um pouco confusa, talvez pelo fato de a mitogia do Antigo Egito não ser algo que tenha estudado muito, mas tem bons momentos de suspense e ação.

Posso dizer, sem medo, que é mais uma antologia para guardar e reler!

4 de setembro de 2010

Undercover de Lauren Dane

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Uma viagem a um erótico futuro universo de paixão, perigo e decepção…

Como Tenente do Corpo Militar da Federação, Sera Ayers está mais acostumada a dar ordens do que recebê-las. Agora, ela deve obedecer ao homem que não suporta – e em quem não para de pensar.

Com os inimigos imperialistas ganhando terreno, um novo time de operações secretas é formado por Ash Walker. Dez anos atrás, Sera havia apaixonadamente se submetido à dominação de Ash no quarto. E quando ele foi forçado a um casamento político, ela escolheu abandoná-lo a se tornar sua amante. Mas o casamento dele está acabado, e Ash quer Sera em sua equipe… e de volta a sua cama.

O terceiro membro do grupo, Brandt Pela, tem uma elegância que se iguala à selvagem sexualidade de Ash. E, quando o plano de disfarce deles exige que Sera passe por amante de Brandt, isso gera uma paixão entre os três mais perigosa do que a própria missão…

Essa é minha estréia no sub-gênero de romance erótica sci-fi. Eu, particulamente, gosto de ficção científica, apesar de ler muito pouco atualmente. Posso dizer que gostei da junção desses dois gêneros e achei que Lauren Dane fez um bom trabalho.

Vou começar falando do que mais gostei, que foi a construção do universo onde se passa a história. Há as famílias, que são como os nobres da idade média: têm o controle sobre tudo, são fechadas e cheia de regras e normas e dificultam a ascenção social dos demais cidadãos. Há os militares, que lutam numa guerra contra os Imperialistas e há os cidadãos comuns que vivem e lutam e trabalham.

Ash Walker é o segundo filho da poderosa família Walker. Por lei, os dois primeiros filhos precisam de permissão dos chefes das famílias para se casarem e, geralmente, fazem casamentos políticos e de conveniência. Ele é apaixonado por Sera, mas devido a essas regras, ele é obrigado a se casar com Kira Pela. Ele oferece a Sera o posto de amante (que é como um casamento, inclusive com reconhecimento legal dos filhos que nascerem dessa união, mas não tem o mesmo status de esposa…) que é recusado.

Sera, depois de abandonar Ash super magoada e sem compreender o que ocorreu entre eles, entra para o Corpo Militar, onde sobe de posto a posto por mérito próprio. Até que um dia, o destino (Ash deu uma forcinha, claro) a coloca frente a frente com o homem que odeia – e ainda ama mesmo se recusando a reconhecer. Como é militar, Sera não pode recusar a transferência para a equipe de Ash e Brandt e se vê tendo de trabalhar, e o pior, conviver com eles.

Está havendo um grande número de baixas de cidadãos da Federação em ataque a postos avançados feito pelos Imperialistas. A missão de Ash, Brandt e Sera é ver como os inimigos estão tendo acesso a essas informações secretas e entregar os responsáveis pela traição à justiça. Ash ainda tem uma outra missão: reconquistar Sera e provar que só fez o que fez por ter sido obrigado. Ambas as missões são bem difíceis…

Os três partem para o planeta Nondal – uma sociedade patriarcal, onde Sera precisa se disfarçar de concumbina de Brandt para poder participar das reuniões sociais dos homens ricos e assim ouvir as conversas e ir identificando os suspeitos. Outro ponto  a ser destacado  é a divisão entre esposa / amante / concumbina – e o modo como as mulheres são tratadas de acordo com o status que possuem. Achei bem surpreendente essa divisão e só mostra como Lauren realmente se aprofundou na criação social dessa obra!

Conforme as investigações vão prosseguindo e as pistas vão sendo seguidas e o suspense vai crescendo, o relacionamento dos nossos três também vai se complicando e se fortalecendo. Para continuar com o disfarce de serem dois playboys inconsequentes e irresponsáveis, Brandt e Ash começam um jogo onde partilham a atenção de Sera – e o envolvimento entre eles vai ficando sério a ponto de eles realmente decidirem investir nessa relação a três.

E é aqui que se chega na parte que menos gostei na história: acho que esse relacionamento a três foi um tanto forçado demais e, pelo menos para mim, não funcionou muito bem… Gostei de ver como Sera foi entendendo que Ash não tinha (e ainda não tem) autonomia para poder ficar com ela. Compreeder que para o bem estar de todos os que dependiam da união entre as famílias Walker e Pela, Ash teve de se casar com Kira (que por sinal é irmã de Brandt). Gostei também de ver o modo como a vida de Ash era um vazio sem tamanho sem a presença de Sera e o modo como foram se redescobrindo e a vida foi voltando a ter alegria e prazer. Mas a presença de Brandt, mesmo tendo sido aceita e querida por Ash e Sera, foi um elemento que me desagradou. E era um tal de toda a hora os personagens reforçarem o quanto se amavam e estavam felizes os três juntos, que acho que eles também estavam desconfortáveis e precisando constantemente se lembrar disso…

Mas ainda assim, considero o livro bom e pretendo seguir a série e ver como ficará essa guerra entre federação e imperialistas.

31 de agosto de 2010

Fallen de Lauren Kate

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Daniel Grigori parece estranhamente familiar para Luce… Misterioso e reservado, ele chama a atenção de Lucinda no primeiro dia de aula na Sword & Cross – um internato para adolescentes problemáticos em Savannah, na Georgia. Em um lugar onde celulares são proibidos e câmeras de segurança vigiam cada canto, Daniel se torna a única alegria dos dias de Luce, quase uma obsessão.

Mas o rapaz não está nem aí para ela, e não se inibe em deixar isso bem claro. Por que ele a ignora? Luce acredita que passar o último ano no reformatório, depois que o primeiro namoradinho morreu em um misterioso incêndio, já é castigo suficiente. Talvez as estranhas sombras que sempre a atormentaram tenham alguma relação com a atitude de Daniel…

No entando, ela não consegue ficar longe dele, e a atração entre os dois acaba se mostrando inevitável, mágica. Luce precisa descobrir qual o segredo que Daniel guarda tão desesperadamente – uma verdade que poderia matá-la. Algo que, em vidas passadas, Daniel não conseguiu evitar.

Uma história envolvente repleta de mitologia, romance e mistério, FALLEN rapidamente conquistou seu lugar entre os mais vendidos do New York Times e em breve chega às telas dos cinemas pelos estúdios Disney.

Esse é aquele tipo de livro que te prende já no prólogo! Começa em 1854,  com a descrição de um amor impossível, onde um rapaz sabe que deve se afastar de uma moça antes que seja tarde demais (tarde de mais para quê???) e, então, algo acontece… Mistério!!!!

Corta para os dias atuais… Um reformatório para jovens com problemas  com a justiça. Luce está chegando – atrasada, para variar – em seu primeiro dia de aula no internato Sword & Cross. Mais para a frente, vamos descobrindo que ela foi parar ali depois da morte misteriosa de seu paquera – ele morreu queimado quando os dois estavam juntos, e Luce não se lembra de nada do que aconteceu. Ficamos sabendo também que Luce sempre viu umas sombras, que a perseguem, e que já causaram muitos transtornos em sua vida – inclusive tratamentos psiquiátricos com drogas muito fortes – até ela aprender a não falar mais sobre elas…

Mais três alunos estão chegando com ela: Cam, Todd e Gabbe.  Mas é Ariane, uma menina muito louca,  quem faz o papel de cicerone e lhe apresenta a escola e lhe fala de como é a vida nesse lugar. Que cá para nós é deprimente e gótico demais! Só para terem uma ideia: há um cemitério no terreno da escola e é  lá que os alunos cumprem detenção. E a igreja foi transformada em academia de ginástica, inclusive com piscina no lugar dos bancos e altar!

Mas nem tudo é medo e desesperança na vida de Luce. É nessa escola que ela encontra Daniel Grigori! Logo que o vê, se sente atraída. Ela tem a sensação de conhecê-lo de algum lugar e deseja mais do que tudo se aproximar dele. Infelizmente, ele não dá sinal de gostar dessas investidas e deixa isso muito claro!

Pra piorar, Cam – um lindíssimo moreno de olhos verdes – se mostra muito interessado em Luce. E, na mesma medida em que Daniel a destrata e ignora; Cam se mostra companheiro e está sempre perto para ajudá-la. Luce se vê dividida entre aceitar a atenção de Cam ou perseguir seus sentimentos e ir atrás de Daniel. E eu, apesar de não gostar muito de triângulos amorosos, amei cada segundo dessa disputa!

Para ajudá-la, Luce conta com a amizade e inteligência de Penn! Penn é a única aluna que não está na escola por ter tido problemas. Seu pai era o zelador da Sword & Cross e ela está lá com uma bolsa de estudos.  Quanto mais Luce e Penn procuram saber sobre Daniel, mais misteriosa a história vai ficando – e mais curiosos os leitores se tornam! Aliás, mistério é algo que permeia o livro todo, pois sempre que Luce (e, consequentemente, nós leitores) nos aproximamos de Daniel e da verdade, mais ele se retrai e nos frustra. E é esse mistério que traz o charme do livro e faz ser impossível de largar a leitura.

Aqui se pode ver o momento em que Luce vê Daniel pela primeira vez! Só um gostinho para aguçar a curiosidade de vocês.

26 de agosto de 2010

Era de Aquário Partes I e II de Simone O. Marques

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Felipe suspirou. O que Marina, realmente, representaria nesse jogo dos deuses? Sua menina linda, amorosa, inteligente… Não sabia o que ele, um simples homem, poderia fazer para impedir que se cumprisse a profecia. Seria o destino inexorável mesmo? Não teriam como escolher? Se o Messias cristão assumiu uma missão, se sacrificando morrendo na cruz, que missão teria a bela filha de Sara?

Épico! Essa é a sensação que tive ao ler esses livros.

Simone concluiu a Saga Paganus com maestria e nos traz uma história daquelas que não dá para se largar até chegar ao FIM. E, depois disso, já ficamos com saudades dos personagens e querendo mais e mais!

Com já comentei antes, é impossível não se apaixonar por Lucas e Sara. E agora, com Felipe e Marina ajudando, o quadro de personagens criados por Simone cresceu e me cativou ainda mais.

Como diz o resumo qual papel Marina representa nesse jogo dos deuses? É para descobrir isso que vamos virando as páginas de forma alucinada e nos esbaldando na bela escrita da autora, que traz um universo rico e cheio de mitologia e suspense.

O embate entre cristãos e pagãos é descrito de forma muito original e vemos como o fanatismo pode levar a ações cruéis e sem sentido. Não dá para falar muito da história para não dar spoilers, mas posso garantir que as cenas de combate entre os dois exércitos estão entre as melhores que já li! A tensão em não saber o que vai acontecer, torcer pelos personagens e ver como, tanto em nosso mundo quanto no mundo superior, a luta é feroz e mortal é de nos deixar roendo as unhas…

Mas nem tudo são batalhas e fanatismo! Há muito romance, muito humor, e reencontros absolutamente adoráveis e emocionantes. Rever Pedro, agora um homem feito, foi maravilhoso! Claro que, alguns reencontros não foram tão bons – Irmã Letícia e Sérgio foram os responsáveis por isso… esses eu não fazia muita questão em rever,  não! Mas eles têm um papel muito importante na Saga, e não poderiam nunca faltar!

Simone, com essa Saga, nos faz pensar muito em até que ponto temos livre arbítrio ou se somos joguetes de deuses dirigidos a um destino já traçado por profecias e sinais e eras. Acho super interessante esses questionamentos sobre  se as ações que tomamos ou o caminho que escolhemos foi por nossa própria vontade ou como designios dos deuses. Lucas, Sara, Felipe que o digam… tudo por que passaram e enfrentaram e sofreram os levaram ao momento que tanto temiam e lutaram para evitar!

Se vocês ainda não conhecem essa obra, não percam tempo e procurem – não vão se arrepender!

20 de agosto de 2010

The Missing de Shiloh Walker

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Um romance pecaminosamente sexy sobre uma mulher cujos dons psíquicos afastaram o homem amado… apenas para trazê-lo de volta anos depois em uma teia de mistério e paixão sombria…

Quando era adolescente, Taige Branch era capaz de fazer coisas com seu dom psiquico que ninguém entendia – exceto por Cullen Morgan, o garoto que roubou seu coração. Ele fazia o possível para aceitar as habilidades dela, até sua mãe ser brutalmente assassinada – e ele não pode perdoar Taige por não ter evitado essa morte.

Agora um pai viúvo, Cullen Morgan nunca se esqueceu de Taige. Mas o que a traz de volta a sua vida é um outro evento trágico. Sua amada filhinha foi sequestrada, e Taige é sua única esperança de encontrá-la.

Trabalhando juntos contra o relógio, Cullen e Taige não conseguem deixar de pensar se – caso encontrem a filha dele em tempo – não é tarde demais para o irresistível amor que ainda queima entre eles…

Shiloh Walker está rapidamente entrando para minha lista de escritoras favoritas! Esse é o segundo romance dela que leio esse mês e que novamente amei. Esse é de um estilo bem diferente, pois é um romance de suspense (o outro que li foi romance contemporâneo hot), o que mostra a capacidade da autora em variar os estilos sem perder a qualidade da escrita.

A primeira parte do livro traz Taige e Cullen se conhecendo e se apaixonando ao longo dos anos. Ela mora numa cidade litorânea, órfã, vive com o tio que a maltrata por causa do dom que possui:  ela vê e sente quando alguém está em perigo de morte – geralmente crianças – e consegue chegar a tempo de salvá-las ou levar a polícia até onde estão. Às vezes, ela revela onde está o corpo de crianças desaparecidas. Um dom muito forte e qua a desgasta muito. Ele é um rapaz rico, que vem de uma família unida e amorosa, e todo ano vem passar as férias de verão com seus pais nessa cidade. Eles se vêem de longe, se aproximam, se tornam amigos, namorados, amantes… É um amor tão lindo – Shiloh caprichou mesmo no romance – que chega a emocionar! O modo como um completa o outro, entende e aceita o outro é mesmo maravilhoso. Até…

Bom, o resumo diz que os dois se separam, então não é surpresa, mas é doloroso! Doze anos se passam antes de se reencontrarem, mas são anos em que nunca se esqueceram e continuaram a se amar. Claro que a dor e a mágoa estão presentes também – e muito forte, mas não tão forte quanto o amor.

Cullen agora um escritor de sucesso e pai de uma adorável menininha (apesar de não explicar como ou porquê ele se casou…) segue de longe a carreira de Taige. Ela se formou em psicologia e trabalha como consultora especial para o FBI, ajudando a encontrar crianças sequestradas ou desaparecidas. Quando Jillian, sua filha,  é sequestrada, Cullen sabe a quem procurar por ajuda – mesmo depois de tanto tempo, de tudo o que passaram e disseram, ele vai até Taige.

Taige o ajuda, mas quem sequestrou a garotinha é um assassino serial muito cruel – e o monstro não vai gostar nada da interferência deles em seus assuntos! O suspense é bom, mas Shiloh dá várias pistas que nos ajudam a descobrir o assassino facilmente. Contudo, as reviravoltas que ela nos proporciona, os sentimentos que transmite e a emoção que ela nos passa com essa história faz esse ser um detalhe menos importante. Fora as muitas surpresas que ela traz e que nos deixa simplesmente assombrados!

Teve um trecho que me marcou muito, uma das visões de Taige sobre o assassino – que matava de criancinhas até adolescentes. Acho que Shiloh consegue realmente nos mostrar o tipo de monstro que ele era (e o pior é que sabemos que existem monstros desse tipo de verdade em nosso mundo!):

…Beatings , harsh and pitiless. Days of starvation and dehydration. The ugly blackness of despair as the mind finally accepted what the body had already known. Death awaited, and the only question was when it would come and how painful it would be.

The young children were the worst though. They never stopped believing that somebody would come for them. That they would be saved. But they weren´t. They died screaming, broken and alone.”

(… Surras, cruéis e sem piedade. Dias de fome e desidratação. O feio negrume do desespero, quando a mente finalmente aceitava o que o corpo já sabia.  A morte aguardava, e a única pergunta era quando chegaria e quão dolorosa seria.

As crianças menores eram o pior, entretanto. Elas nunca deixaram de acreditar que alguém viria por elas. Que elas seriam salvas. Mas não foram. Elas morreram gritando, quebradas e sozinhas.)

Espero – e torço muito – para que alguma editora nacional descubra Shiloh Walker e comece a publicá-la aqui no Brasil! São romances que realmente valem muito a pena!

17 de agosto de 2010

Desaparecidas de Tess Gerritsen – Desafio Literário

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Desafio Literario

Era uma típica noite de verão em Boston. O ar abafado apressava os moradores de volta às suas casas. Não a Dra. Maura Isles. Depois de concluir a quinta necropsia do dia, ela ainda circulava pelas salas do necrotério, o cheiro da morte grudado na roupa. Ao passar por um dos corredores gélidos, a médica ouve um barulho. A longa fileira de corpos parece ter ganhado vida. O ruído tem origem em um dos sacos de cadáveres.

A pele gelada, os dedos roxos, os lábios azulados… “Mais um corpo”, pensa a médica. Entretanto, ela não imaginava que estava prestes a tomar o grande susto de sua vida.

O cadáver abre os olhos.

Com o pulso fraco e baixos sinais vitais, a jovem desconhecida é levada imediatamente ao hospital. Mas o bizarro acontecimento logo se revela fatal. Com frieza e precisão surpreendentes, a mulher mata um segurança e faz alguns reféns. Entre eles, uma paciente grávida: a detetive Jane Rizzoli.

Quem será aquela mulher violenta e desesperada? O que ela quer? À medida que as horas de tensão se acumulam, a Dra. Maura une forças com o marido de Jane, o agente do FBI Gabriel Dean, a fim de desvendar a identidade da misteriosa assassina. Quando agentes federais subitamente aparecem em cena, Maura e Gabriel percebem que estão diante de um caso que vai muito além de uma simples crise de reféns.

É o segundo livro dessa autora que leio – e estou virando fã incondicional! Tess consegue trazer muito suspense, reviravoltas e supresas, além de uma história tocante e um grito de alerta sobre a exploração sexual de mulheres.

O resumo já traz bastante do início do livro – imagine o choque da Dra. Maura ao descobrir que uma jovem vítima de afogamento passou oito horas numa câmara fria e trancada em um saco de cadáver e ainda assim estava viva! Mas quem era essa mulher?

E é aí que Tess nos prende. Logo no Capítulo 1 (que por sinal é um daqueles em que o horror corre solto, sabe daquele tipo que você não quer ver, mas não consegue desviar os olhos?) ela nos apresenta Mila, uma jovem russa de 17 anos que está tentando o sonho americano. No orfanato em que morava, ela é aliciada para trabalhar nos EUA. Segue para o México e vai de van, com mais 06 meninas, tentar a travessia da fronteira pelo deserto. É difícil ver o modo como elas foram enganadas e já sabemos o que vem pela frente… mas a realidade, conforme Mila vai nos contando no livro, é muito pior do que possamos imaginar!

O interessante é ver como Tess vai fechando o circulo e nós vamos vendo o quadro geral, mas nada é tão óbvio e nem tão fácil de descobrir! E quanto mais a gente descobre, mais o mistério cresce e mais curiosos vamos ficando para saber como tudo vai se encaixar e fazer sentido! Amo esse tipo de livro em que o autor sempre consegue estar um passo na frente, mesmo a gente estando logo na “cola” e depois, a reviravolta e a gente fica pensando: “como não vi isso????”

Amei conhecer Jane e Gabriel. Um casal apaixonado e turrão! Não é fácil quando os dois estão sempre correndo perigo – e agora quero procurar os outros livros onde eles aparecem (vi que esse é o quinto da série Isles e Rizzoli). Maura também é um personagem fascinante. Adoro livros sobre legistas – acho que é por isso que adoro CSI (todos) – e ver como os corpos podem revelar tanto sobre os assassinos.

Para mim, foi impossível não me emocionar com essa história – principalmente de Mila. Eu que sou acostumada a ler romances sobrenatural, sobre vampiros, lobos, bruxas, anjos, às vezes me esqueço dos monstros que existem de verdade em nosso mundo. E não é fácil quando uma autora nos faz lembrar disso e nos  mostra de forma tão crua como, em pleno século XXI, ainda existem escravos – principalmente sexuais – e como é fácil nos esquecermos disso. Recomendo para quem realmente gosta de suspense e uma boa trama policial e não tenha medo de se emocionar.