Após 10 anos, Rafe Mackade retorna a Antietam, sua cidade natal. O rapaz rebelede, sexy e irresistível tornou-se um homem de sucesso, com dinheiro no bolso e muitos planos para o futuro. Para começar, acabara de realizar seu grande sonho: comprar a antiga mansão Barlow. Considerada uma casa mal-assombrada, Rafe planeja restaurá-la nos mínimos detalhes: estrutura, pintura e principalmente, decoração de época. Para essa tarefa, conta com a ajuda da bela Regan Bishop, dona de um antiquário local e tão rebelde quanto Rafe.
Além de contratar os serviços de Regan, Rafe também está muito interessado em arrumar espaço em sua vida atribulada para mais um desafio: conquistar aquela mulher arredia. Mas Regan não está disposta a ceder aos caprichos de um homem pecaminosamente lindo. Ainda que esteja se apaixonando por ele ...
Sempre ouvi falar sobre os Irmãos MacKade – Jared, Rafe, Devin e Shane – mas não tinha tido o prazer de ser apresentada a eles. Aproveitei a Maratona de Banca para remediar essa situação. E acabei conquistada!
O livro traz o retorno de Rafe à sua cidade natal depois de 10 anos. Ele volta rico, lindo e proprietário da Mansão Barlow, um marco histórico da cidade que está abandonado exatamente por ser considerada assombrada.
Já na chegada ele conhece Regan e já se interessa por ela. Claro que aproveita para contratá-la como decoradora da casa que pretende reformar e transformar em pousada. Além de perceber que ela é uma ótima profissional, é uma maneira de se aproximar dela e conquistá-la com seu charme MacKade!
O livro é interessante pois traz um vislumbre dos outros irmãos e, lógico, nos faz ficar interessada no que vai acontecer na vida deles! Nora tem essa capacidade de aguçar nossa curiosidade e nos prender nas teias de suas histórias de tal forma que só quando terminamos todos os livros de uma série ou trilogia é que ficamos satisfeitos!
Rafe e Regan são ambos muito teimosos e a convivência entre eles não é fácil. Dois cabeças duras que não querem reconhecer os sentimentos que têm um pelo outro! Tinha horas que sentia vontade de gritar com eles… mas a história é boa.
Mas tenho de ressaltar um fato que me aconteceu durante a leitura. Tudo corria bem quando, de repente, a tradutora simplesmente enlouqueceu! Sem mais, nem menos a tradução degringolou de tal forma que a obra foi totalmente deturpada! Quero ler no original para ver onde ela encontrou tanto O homem fez / disse / ficou triste… ou então tanto A mulher pensou / chorou… ou então A moça … Ficou parecendo que, subitamente, os pronomes foram abolidos da língua portuguesa ou, então, foram proibidos de ser usados por algum decreto. Quero ver se a Nora realmente fez isso no original, pois ficou horrível de se ler e perdi todo o prazer na história.
…
Em vez de responder, ele curvou-se e lavou o rosto com a água glacial. Regan ficou sem graça.
- Desculpe, Rafe. Está doendo?
O homem pegou uma toalha desfiada e enxugou o rosto… (pág. 123)
…
- Não espere que eu a detenha. – Quando o homem avançou, Regan saltou para trás feito uma mola. – É só a cerveja – resmungou erguendo a garrafa… (pág. 129)
…
“A moça tentou não se sentir magoada com aquilo, tentou entender. (pág. 221)
…
E, por estarmos falando de um livro de banca, na Maratona de Banca, tenho de dizer que fico profundamente chateada quando alguém fala que Romance de Banca é subliteratura ou algo do gênero. Mas o pior é quando vemos que as Editoras que os publicam os tratam dessa forma, não contratando profissionais qualificados e/ou que pelo menos gostem de ler o que vão traduzir / revisar. Outro problema ocorre quando mutilam as obras para caber em seu formato editorial!
Eu já tinha lido comentários, principalmente na Comunidade Adoro Romances, do Orkut, sobre os problemas com traduções mal feitas. Mas sempre tive sorte e nunca tinha lido um livro asssim. E realmente é desestimulante e mostra o total descaso para com os leitores. Enquanto lia, me lembrava do que minha professora de Tradução nos falava na faculdade (apesar de, no curso, nunca termos feito tradução literária – era sempre técnica): respeito ao estilo do autor, respeito ao português, respeito para com as palavras… No caso desse livro, faltou respeito!







