10 de maio de 2009

A MENINA QUE BRINCAVA COM FOGO de Stieg Larsson

A revista Millennium está prestes a lançar a bomba mais explosiva já publicada na Suécia sobre o tráfico de mulheres – um escândalo de grandes proporções incluindo figurões do cenário policial, jornalístico e judiciário. Pouco antes da edição vir à luz, porém, os dois autores das denúncias são mortos a tiros. E essa não é a única má notícia que Mikael Blomkvist, editor-chefe da Millennium, tem de enfrentar: segundo a policia, a principal suspeita dos homicídios é sua amiga, Lisbeth Salander.

Lisbeth ajudou-o na investigação de outro caso intrincado, e salvou sua vida. Dotada de memória fotográfica e incrível habilidade em cálculos matemáticos e com computadores – inclusive para invadir sistemas alheios – , ela carrega um misterioso trauma juvenil. Tudo indica que esse trauma, na esteira do qual foi condenada à internação psiquiátrica aos doze anos e julgada juridicamente incompetente aos dezoito, pode ter ligação com os acontecimentos atuais. Procurada e acusada à revelia por três assassinatos, a moça desaparece, enquanto a polícia sueca monta uma megaoperação para caçá-la e a mídia apresenta o caso com o costumeiro sensacionalismo. Mas não será fácil apanhá-la. Menos do que uma vítima indefesa ou, como a imprenssa marrom a descreve, uma assassina desequilibrada, Lisbeth age como um anjo vingador, castigando os pecadores com fúria implacável. Mikael quer encontrá-la antes de todos. Ele sabe que, se provocada ou ameaçada, ela pode atacar – com resultados imprevisíveis.

Segundo volume da trilogia Millennium – um dos maiores sucessos da Suécia e de inúmeros países nos últimos anos – , A Menina que Brincava com fogo seduz pela trama movimentada e pelo conjunto de personagens secundários, presente tanto no lado dos bons quanto no lado dos maus (embora essa fronteira seja bastante tênue nos romances de Larsson).

Larsson é o grande noir da Suécia e Lisbeth Salander, uma heroína diferente de todas as outras. O clímax é um festim sangrento.” The Times

 

Um livro simplesmente fantástico! Gosto muito do jeito como Larsson narra sua história. Ele é muito natural, nem um pouco carregado e, assim, o texto flui gostoso e fácil de acompanhar. Adorei reencontrar Lisbeth e Mikael e Erika e conhecer novos personagens como Dag e Mia e Sonja Modig e Bublanski e Paolo Roberto (esse é sensacional).

Dag é um reporter freelancer que está escrevendo um livro polêmico sobre tráfico de mulheres. Ele é companheiro de Mia, cuja tese de doutorado em criminalística se foca na exploração sexual de mulheres. Eles fizeram a pesquisa juntos, mas cada um explora um lado do problema. Dag quer que a Millennium publique seu livro e apresenta a idéia à Erika e Mikael. Então fica decidido se fazer um número temático da revista com o tema  tráfico de mulheres para coincidir com o lançamento do livro. Livro esse que será polêmico pois trará nomes de autoridades judiciárias e policiais e de jornalistas que usam desse serviço acompanhado de depoimentos das mulheres.

Faltando pouco tempo para a publicação do número temático e entrega do manuscrito original, Dag e Mia são assassinados a tiros no apartamento onde moravam. Também é encontrado morto,  em seu apartamento, o advogado Nils Bjurman – tutor de Lisbeth Salander. Qual a ligação entre esses crimes? Quais as provas e conclusões da polícia?

Lisbeth passa a ser suspeita das mortes e a polícia monta o cerco para prendê-la. Acontece que ela não é uma mulher fácil de ser localizada e é muito mais inteligente do que seus perseguidores. Larsson mantém o suspense e mostra os diversos aspectos da investigação. Não vou falar muito para não estragar as surpresas.

O final foi de tirar o fôlego e já me deixou super ansiosa pelo terceiro volume. Espero que o lancem ainda esse ano.

Um pouquinho de Lisbeth:

Lisbeth Salander ficou plantada na calçada em frente à imobiliária Nobel uns bons minutos. Perguntava-se o que Joakim Persson iria achar se ela jogasse um coquetel Molotov na vitrine. Então, voltou para casa e  ligou o PowerBook.

Levou dez minutos para piratear a rede interna da Nobel graças as códigos de acesso que ela observara distraidamente quando a mulher de trás do balcão se conectara para baixar as fotos. Levou mais três minutos para perceber que o computador da mulher era também o servidor da empresa – será possível ser tão burro? – e outros três para ter acesso aos catorze  computadores que compunham a rede. Em pouco mais de duas horas, esmiuçara a contabilidade de Joakim Persson e constatou que ele sonegara ao fisco perto de setecentos e cinquenta mil coroas nos últimos dois anos.

Baixou todos os arquivos indispensáveis e os reuniu num pacote coerente, que enviou por e-mail para o Tesouro Público usando o endereço anônimo de um fornecedor de acesso americano. Feito isso, expulsou Joakim Persson do pensamento.

(tudo isso por que esse Joakim a tratou como imbecil quando ela foi procurar um apartamento para comprar…)

3 comentários:

Lili disse...

Oi Rê, tem um selo para vc no meu blog ;)
Pega lá e faça a sua listinha...

http://nossosromances.blogspot.com/

bjsssss
Lili

Débora Lauton disse...

Oi Regina...

Também deixei um selinho pra você no me blog... mas a Lili chegou primeiro...rss

bjs
Dé...

Carla Martins disse...

Olá!! Cheguei aqui por outro blog e adorei o que li. Já linkei no meu e passarei sempre por aqui! Beijos!