14 de março de 2009

BLOOD BROTHERS de Nora Roberts

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Tinha sido a Pedra Pagã por centenas de anos, muito antes de três meninos a circularem e derramar seu sangue em uma união de irmandade libertando sem querer uma força disposta à destruição…

A cada sete anos, tem uma semana de Julho em que os habitantes fazem coisas indizíveis. A loucura coletiva tornou-se conhecida nas fronteiras do município e deu a Hawkins Hollows a reputação de uma cidade possuída.

A lenda moderna atraiu a repórter e escritora Quinn Black a Hawkins Hollows com a esperança de transformar o assustador acontecimento no objeto de seu novo livro. Ainda é fevereiro, mas Caleb Hawkins, descendente dos fundadores da cidade, já começou a ver e a sentir a agitação do mal. Embora ele não consiga esquecer do começo do terror na floresta vinte e um anos atrás, os sinais estão mais fortes do que nunca. Cal precisará da ajuda de seus melhores amigos, Fox e Gage, mas, surpreendentemente, ele terá de contar com Quinn também. Ela também pode ver o mal que os locais não enxergam, de alguma forma conectando-a com a cidade – e com Cal. Conforme o inverno dá lugar à primavera, Cal e Quinn precisam se despir de suas inibições, rendendo-se ao crescente desejo. Eles formarão a pedra angular de um grupo de homens e mulheres unidos pelo destino, paixão e a luz contra aquilo que vem da escuridão…

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Cal, Fox e Gage são os melhores amigos. Nasceram no mesmo dia 07/07 e, no aniversário de 10 anos, resolveram acampar na Pedra Pagã. Foram escondidos de seus pais para o que consideravam uma grande aventura. Mas o que acabaram fazendo foi libertar um grande mal…

…Faltando poucos minutos para a meia noite, eles levantaram, três meninos com o rosto iluminados pelo fogo e pela luz das estrelas. Com o aceno de Gage eles entoaram juntos em vozes solenes e dolorosamente jovens:

- Nascemos dez anos atrás, na mesma noite, no mesmo horário, no mesmo ano. Somos irmãos. Na Pedra Pagã fazemos um juramento de lealdade e verdade e irmandade. Nós misturamos nosso sangue.

Cal prendeu a respiração e criou coragem para passar a faca pelo seu pulso primeiro. – Ai!

- Nós misturamos nosso sangue. – Fox trincou os dentes quando Cal cortou seu pulso.

- Nós misturamos nosso sangue. – E Gage permaneceu sem se mexer conforme a faca corria sua pele.

- Três por um e um por três.

Cal esticou seu braço. Fox, depois Gage, pressionaram seus pulsos cortados ao dele. – Irmãos em espírito, na mente. Irmãos de sangue por toda a eternidade.

Conforme ficaram em pé, as nuvens se partiram sobre a lua cheia, tornando-se névoa sobre as estrelas brilhantes. O sangue misturado deles pingou e caiu no chão queimado.

O vento explodiu com uma voz como um grito enraivecido. O pequeno fogo no acampamento cresceu rapidamente numa chama enorme. Os três foram levantados no ar como se uma mão os agarrassem e os jogassem. Luzes explodiram como se as estrelas tivessem caído.

Quando abriu a boca para gritar, Cal sentiu algo se enfiar dentro dele, quente e forte, para sufocar seus pulmões, para apertar seu coração em uma impressionante agonia de dor.

As luzes sumiram. Na densa escuridão soprou um frio tão gelado que paralisou sua pele. O som que o vento fazia agora era como um animal, como um monstro que vive dentro dos livros. Debaixo dele, o chão tremeu, puxando-o de volta quando ele tentou se arrastar para longe.

E algo saiu daquela escuridão gelada, daquele chão tremendo. Algo grande e horrível.

Olhos vermelhos sangue e cheio de… fome. Olhou para ele. E quando sorriu, seus dentes brilharam como espadas prateadas.

Ele pensou que morreria e que aquilo o engoliria, de uma vez só.

Mas quando voltou a si novamente, ele pode ouvir o próprio coração. Ele pode ouvir os gritos e chamados de seus amigos.

Irmãos de sangue.

- Jesus, Jesus, o que foi aquilo? Vou viu? – Fox falou numa voz fraca. – Gage, Deus, seu nariz está sangrando.

- O seu também. Alguma coisa… Cal. Deus. Cal.

Cal estava caído, de costas. Ele sentia o calor molhado do sangue em seu rosto. Ele estava abalado demais para se intimidar com isso. – Não consigo enxergar. – ele grasnou num murmúrio fraco. – Não consigo enxergar.

- Seus óculos estão quebrados. – com o rosto sujo de fuligem e sangue, Fox se arrastou até ele. – Uma das lentes está partida. Cara, sua mãe vai te matar.

- Quebrado. – Tremendo, Cal levantou a mão e tirou os óculos.

- Algo. Alguma coisa estava aqui. – Gage agarrou os ombros de Cal. – Senti algo acontecer, depois tudo ficou louco. Senti algo dentro de mim. Então…você o viu? Você viu aquela coisa?

- Eu vi os olhos dela. – Fox disse, e seus dentes batiam uns nos outros. – Precisamos sair daqui. Precisamos ir embora.

- Para onde? – Gage perguntou. – Embora sua respiração ainda estivesse alterada, ele pegou a faca de Cal do chão e a agarrou. – Não sabemos para onde ele foi. Era algum tipo de urso? Era…

- Não era um urso. – Cal falou calmamente agora. – Era o que estava aqui, nesse lugar, por muito tempo. Posso ver…posso ver. Parecia com um homem uma vez, quando queria. Mas não era.

- Cara, você bateu a cabeça!

Cal virou seus olhos para Fox, e as íris estavam quase negras. – Eu posso vê-lo e ao outro. – Ele abriu a mão do pulso que havia cortado. Na palma estava um pedaço de uma pedra verde manchada de vermelho. – Dele.

Fox abriu sua mão, e Gage a dele. Em cada uma estava uma pedra idêntica. – O que é isso? – Gage murmurou. – De onde diabos elas apareceram?

- Eu não sei, mas é nossa agora. Ah, uma em três, três em uma. Acho que deixamos algo escapar. E algo veio com isso. Algo ruim. Eu vejo.

Ele fechou os olhos um momento, então os abriu para olhar seus amigos. – Eu consigo ver, mas sem meus óculos. Eu enxergo sem eles. Não está embaçado. Estou enxergando sem meus óculos.

- Espera. – Tremendo, Gage tirou sua camiseta e virou de costas.

- Cara, elas sumiram. – Fox estendeu a mão e tocou as costas lisas de Gage. – Os vergões. Sumiram. E… – Ele estendeu o pulso onde a marca fina já estava se curando. – Puta merda, nós somos como super heróis agora?

- É um demônio. – Cal disse. – E nós o libertamos.

- Merda. – Gage olhou para a floresta escura. – Feliz bendito aniversário para nós.

 

Primeiro livro da Trilogia Sign of the Seven. Gostei muito do enredo. É um livro que prende a atenção e faz com que você fique virando as páginas imaginando o que vai acontecer. Tem cenas de terror dignas de Stephen King, mas com muito romance e humor também.

Quinn é uma mulher decidida e destemida. Ela enfrenta o perigo e o cotidiano com uma grande dose de humor e muita convicção. Gostei muito dela. Caleb, ao contrário, é fechado, reservado. Ele é muito corajoso também e faz de tudo pelos amigos.

O problema é que ele se sente responsável pela loucura coletiva que toma conta da cidade a cada sete anos. Ele e seus amigos, Fox e Gage, lutam para acabar com essa “maldição” e, para isso, resolvem que precisam de um novo olhar. É aí que entra Quinn.

Quinn consegue ver a manifestação do mal, assim como Cal e seus amigos. Isso é surpreendente por dois motivos: primeiro, ninguém, a não ser os três, viam esse demônio. Segundo, eles estão em fevereiro e as aparições não costumam acontecer antes de Junho. Isso significa que o mal está se fortalecendo.

No dia seguinte à chegada de Quinn, Layla chega à cidade. Ela também consegue enxergar o mal agindo. Isso prova que eles têm de se unir, apesar da óbvia resistência de Layla. Para completar, Quinn chama sua melhor amiga e pesquisadora, Cybil, para ajudá-la.

Conforme o mês vai passando, Quinn e Caleb vão se sentindo mais atraídos um pelo outro. E o mal também começa a agir, tentando afugentar as mulheres e separá-los. As descobertas que eles fazem vão revelando os segredos do passado e há agora uma chance de erradicar o mal de uma vez por todas, mas qual será o custo para eles?

Agora é acompanhar o desenrolar da história nos outros dois livros.

 

3 comentários:

Débora Lauton disse...

Oi Regina,

Adorei sua postagem, sabe se essa trilogia já saiu no Brasil??
Fiquei doida para ler... gosto muito das trilogias da Nora Roberts
Adoro seu blog, sempre que posso acompanho...
Deixei um selinho pra você no meu blog... se quiser, dá uma passadinha lá...

Beijos,
Dé...

Tonks71 disse...

Acredito que não tenha saído no Brasil, Débora.

Regina, tb te deixei um selinho, mas esse é legal, vc tem que comentar 8 características de sua personalidade, dá para fazer um post interessante, rsrsrsr.

Tá lá no Romances in Pink.

bjos.

Regina disse...

Oi Débora e Tonks

Obrigada pelos selos. Hj a noite posto no blog.

Quanto aos livros da Nora creio que ainda não foram publicados no Brasil. Espero que sejam logo. Para mim, o Brasil está deixando de lado o grande boom editorial de romances sobrenatural. Até autoras como Nora e Christina Dodd estão publicando nesse filão. Espero que as editoras aqui acordem e procurem por essas autoras e livros.

bjs